Miranda do Douro
Miranda do Douro: Sé, Costanilha, arribas do Douro Internacional, pauliteiros e posta mirandesa. O que visitar, festas e onde ficar, hotel ou casa rural.

Hotéis
Onde dormir em Miranda do Douro
Visitar
8 lugares para visitar em Miranda do Douro
Praias fluviaisPraia de São Martinho de AngueiraBar
Passeios pedestresMiranda–São João das Arribas8 km · 2 h 30 min · Fácil
Passeios pedestresParadela–São João das Arribas9 km · 3 h · Caminho local
Passeios pedestresPicote–Castro de Cigaduenha6.5 km · 2 h · Caminho local
Passeios pedestresPicote–Remanso8.2 km · 3 h · Caminho local
Passeios pedestresSendim–Forcaleiro11.8 km · 4 h · Caminho local
CastelosCastelo de Miranda do DouroImóvel de Interesse Público
Centros históricosCentro histórico de Miranda do Douro
Turismo rural
Casas e quintas em Miranda do Douro
O concelho
Conhecer Miranda do Douro
Miranda do Douro é a cidade mais oriental de Trás-os-Montes, no distrito de Bragança, pousada sobre as arribas onde o Douro deixa de correr no planalto e se afunda num desfiladeiro que faz de fronteira com Espanha. É também a capital da Terra de Miranda, onde se fala o mirandês, reconhecido pela Assembleia da República em 1999, e onde se mantêm a dança dos pauliteiros e as festas de Inverno com máscaras.
O concelho divide-se entre o planalto, de searas, lameiros e gado mirandês, e o canhão do Douro, protegido pelo Parque Natural do Douro Internacional e aproveitado por duas grandes barragens.
O que visitar em Miranda do Douro
- Concatedral (antiga Sé). A diocese de Miranda foi criada em 1545, a pedido de D. João III, e a vila passou então a cidade. A obra da Sé começou em 1552 segundo projecto de Gonçalo de Torralva; é o maior templo de Trás-os-Montes e Monumento Nacional desde 1910. Lá dentro, o retábulo do altar-mor ligado à oficina de Gregorio Fernández, de Valladolid, e a pequena imagem do Menino Jesus da Cartolinha, do século XVIII.
- Ruínas do Paço Episcopal. Iniciado em 1601, entrou em ruína depois de a sede da diocese passar para Bragança, em 1780. Resta o claustro de arcos, hoje em jardim, junto à Sé.
- Castelo e muralhas. Da vila fundada por D. Dinis em 1286 ficam troços de muralha, portas e a torre acrescentada por D. João I. O resto foi arrasado pela explosão do paiol da pólvora em Maio de 1762, durante o cerco do exército espanhol. É Imóvel de Interesse Público.
- Rua da Costanilha. Sobe da porta oeste da muralha com casas medievais e manuelinas; a mais conhecida é a dos cachorros eróticos, com esculturas dos séculos XIV e XV.
- Museu da Terra de Miranda. Instalado desde 1982 no antigo Paço Municipal, no Largo D. João III, reúne arqueologia e sobretudo etnografia do planalto: trajes, alfaias, a vida das aldeias.
- Miradouros. A Câmara assinala mais de uma dezena; os mais procurados são o da Sé, o do castelo, o de São João das Arribas e o da Fraga do Puio, sobre o canhão do Douro.
O Douro e as arribas
O Parque Natural do Douro Internacional, criado em 1998, ocupa o troço em que o Douro separa os dois países e continua do lado espanhol no Parque Natural de Arribes del Duero. As escarpas de granito são refúgio de aves rupícolas como o abutre-do-egipto e a águia-de-Bonelli; nas encostas cresce o zimbro e a azinheira, a que aqui chamam carrasco. A barragem de Miranda funciona desde 1960 e a de Picote, de 1958, foi a primeira a entrar em serviço no Douro. Da fronteira junto à cidade saem cruzeiros ambientais pelo desfiladeiro, organizados a partir do lado espanhol.
Para caminhar há percursos como Miranda do Douro–São João das Arribas, os circuitos a partir de Picote (Eiras, Castro de Cigaduenha, Remanso) e a Rota do Forcaleiro, em Sendim; a GR36, Grande Rota do Douro Internacional e do Douro Vinhateiro, atravessa o concelho.
À mesa
A posta à mirandesa, uma peça alta de vitela grelhada na brasa, é o prato que traz muita gente a Miranda. A carne vem da raça bovina mirandesa, com Carne Mirandesa DOP registada na DGADR para o planalto; o Cordeiro Mirandês DOP (ou canhono mirandês) é produzido em Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso. Completam a mesa o bacalhau assado, o fumeiro, o folar e a bola doce mirandesa, com ovos, azeite, açúcar e canela, que se come na Segunda-feira de Páscoa, nas merendas no campo. Palaçoulo é conhecida pela tanoaria.
Festas e feiras
- Dezembro e Janeiro: rituais do solstício de Inverno com máscaras em Constantim, São Pedro da Silva e Vila Chã de Braciosa, onde a Festa do Menino, a 1 de Janeiro, foi inscrita em 2026 no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
- Fevereiro: Festival de Sabores Mirandeses, dedicado aos produtos do planalto.
- Abril: Feira de Nossa Senhora da Luz, em Constantim, no último domingo do mês.
- Junho: feira de exposição de gado bovino de raça mirandesa, a 24, na cidade.
- Agosto: Festival Intercéltico de Sendim, no início do mês, com música folk.
- Outubro: feira franca de Sendim, a 30.
Os pauliteiros, oito dançadores com saias bordadas e paus, acompanhados por gaita de foles, caixa e bombo, saem sobretudo nas festas das aldeias.
Quando ir e como chegar
A Primavera, com as arribas verdes e as aves a nidificar, e o Outono são as melhores alturas para caminhar e fazer o cruzeiro. O Inverno é frio, mas é quando se vêem as festas com máscaras; no Verão os dias são quentes e as noites frescas. Do Porto são cerca de 255 km, mais de três horas de carro; de Bragança, cerca de 75 km, pouco mais de uma hora. Zamora, em Espanha, fica a menos de 60 km.
Onde ficar em Miranda do Douro
A cidade tem vários hotéis a poucos passos da Sé e o Hotel Parador Santa Catarina, na estrada da barragem. Nas aldeias há casas de turismo rural em Ifanes, Sendim, Malhadas, Atenor e Vila Chã de Braciosa, como a Casa do Margalho ou as Casas do Abô Fredo. O Parque de Campismo de Santa Luzia serve quem viaja de tenda ou autocaravana. Veja as listas de hotéis em Miranda do Douro e de turismo rural em Miranda do Douro.
Para saber mais: Miranda do Douro: monumentos, romarias e artesanato e festas de Inverno em Trás-os-Montes.
Blog
Descobrir Miranda do Douro
História, aldeias, tradições e passeios.



















