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Lamego
O que visitar em Lamego: Santuário dos Remédios, Sé, museu e castelo, quintas do Douro e Entrudo de Lazarim. Hotéis e turismo rural onde ficar.
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Lamego é uma cidade do Douro, no distrito de Viseu, instalada na encosta sul do vale, a um quarto de hora do Peso da Régua. É sede de diocese desde a Alta Idade Média e junta, num centro compacto, a Sé, o castelo, o antigo paço episcopal e a escadaria que sobe ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. O concelho estende-se da margem do Douro, com quintas de vinha em Cambres, Samodães, Valdigem e Penajóia, até às terras altas de Lazarim e Bigorne, já na vertente da Serra de Montemuro.
É também terra de vinho do Porto e de espumante (as Caves da Raposeira ficam no concelho) e uma boa base na margem sul para quem visita o Douro.
O que visitar em Lamego
- Santuário de Nossa Senhora dos Remédios — No alto do monte de Santo Estêvão, liga-se à cidade por um escadório de 686 degraus em nove lanços, com fontes, capelas, estátuas e obeliscos. No Pátio dos Reis estão as figuras de dezoito reis de Israel. A igreja foi começada em 1750 e só ficou pronta em 1905; o conjunto, com a escadaria e a mata, é Imóvel de Interesse Público desde 1984.
- Sé de Lamego — Fundada em 1129, conserva a torre quadrada medieval; o resto foi refeito nos séculos XVI e XVIII, incluindo o claustro renascentista. É Monumento Nacional desde 1910.
- Museu de Lamego — Ocupa o antigo Paço Episcopal, reconstruído no século XVIII, mesmo em frente à Sé. Guarda quatro conjuntos classificados como Tesouros Nacionais: os painéis que Vasco Fernandes, o Grão Vasco, pintou para a Sé entre 1506 e 1511, tapeçarias flamengas tecidas em Bruxelas no século XVI, um sarcófago medieval com uma cena de caça e painéis de azulejo do século XVII.
- Castelo e Bairro do Castelo — Da fortificação medieval restam a torre de menagem, troços de muralha e uma cisterna. É Monumento Nacional desde 1910 e, do alto, vêem-se os vales do Coura, do Balsemão e do Varosa. As ruas à volta são as mais antigas da cidade.
- Capela de São Pedro de Balsemão — A cerca de três quilómetros do centro, é um dos raros edifícios alto-medievais do país, com datação discutida entre o período visigótico e os séculos IX–X. Lá dentro está o túmulo gótico do bispo do Porto D. Afonso Pires.
- Centro histórico — Entre a Sé e o castelo ficam a Igreja de Almacave, a Rua Nova, onde se fixou a comunidade judaica medieval, e várias casas brasonadas dos séculos XVII e XVIII, construídas com a riqueza do comércio do vinho. A tradição situa em Lamego as Cortes em que D. Afonso Henriques teria sido aclamado rei, episódio que os historiadores consideram lendário.
Douro, serra e aldeias
A parte norte do concelho desce em socalcos até ao rio. A estrada entre Lamego e a Régua e as encostas de Cambres, Samodães e Valdigem, em frente à Régua, são território de quintas, várias delas com alojamento. Na Penajóia cultiva-se uma cereja temporã conhecida há séculos, a Cereja de Penajóia, registada como produto tradicional.
Para sul e poente o relevo sobe. Em Lazarim, o Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, instalado num antigo solar dos Viscondes de Lazarim, mostra máscaras, trajes e objectos das mascaradas de Inverno de Portugal e de Espanha. As terras de Bigorne, Magueija e Pretarouca pertencem já ao maciço de Montemuro, serra de 1382 metros incluída na Rede Natura 2000.
À mesa
O presunto de Lamego, salgado e curado ao fumeiro, já era afamado no século XVI, e a bola de Lamego, pão recheado de presunto e carnes de porco, bacalhau ou sardinha, come-se sobretudo na noite de São João; ambos estão no inventário de produtos tradicionais da DGADR, sem denominação protegida. O prato de festa é o cabrito assado com arroz de forno. Na doçaria contam-se os peixinhos de chila, o pão-de-ló e o biscoito da Teixeira. Parte do concelho está nas áreas de produção da Castanha dos Soutos da Lapa DOP, da Maçã Bravo de Esmolfe DOP e da Carne Arouquesa DOP. Para beber, vinho do Porto, Douro DOC e espumante.
Festas e feiras
- Entrudo de Lazarim (Fevereiro ou Março, no Carnaval) — Os caretos saem à rua com máscaras esculpidas à mão em madeira de amieiro, e o desfile culmina ao som dos bombos.
- Feira de Santa Cruz (fim de Abril e início de Maio) — Feira anual do 3 de Maio, com cavalos, charretes e a corrida de passo travado.
- Feira Medieval (Junho, no Bairro do Castelo) — Recriação de mercado com artesãos e animação de época; a data tem variado entre Junho e Julho.
- Festas de Nossa Senhora dos Remédios (fim de Agosto a meados de Setembro) — A romaria maior da cidade; o dia principal é 8 de Setembro, feriado municipal.
- Feira de Santo Estêvão (26 de Dezembro).
Quando ir e como chegar
Setembro reúne a romaria dos Remédios e a vindima nas quintas do Douro. Na Primavera a cereja da Penajóia amadurece entre Abril e Junho e a paisagem está verde; o Carnaval de Lazarim é a razão para ir no Inverno.
Do Porto são cerca de 105 km pela A4 e pela A24, perto de hora e meia de carro. De Vila Real são uns 35 km (meia hora) e de Viseu uns 60 km (três quartos de hora), ambos pela A24, que tem nós em Lamego e Valdigem. A estação de comboio mais próxima é a da Régua, na Linha do Douro.
Onde ficar em Lamego
Lamego é o concelho com mais oferta desta margem do Douro. Há duas zonas: a cidade, prática para visitar a pé a Sé, o museu e os Remédios, e as quintas junto ao rio, em Cambres, Samodães e Valdigem, mais indicadas para quem vem pelas vinhas. Veja os hotéis em Lamego e o turismo rural em Lamego. No centro, o Douro Castelo Signature fica junto ao castelo e o Hotel Parque no parque do santuário; junto ao rio, em Samodães, está o Six Senses Douro Valley; em Penude, a Quinta da Timpeira é agroturismo com vinha. Para caravanas e tendas há o Camping Lamego, na Raposeira.
Para saber mais: Quintas do Douro com alojamento e Roteiro do Douro em 2 e 3 dias.
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