Centro histórico de Chaves
A Rua Direita, o pelourinho na Praça da República, o Paço dos Duques na Praça de Camões e a ponte de Trajano sobre o Tâmega.
Foto: João Pedro Gonçalves · CC BY-SA 4.0O casco antigo de Chaves faz-se a pé. A Rua Direita e a Rua de Santo António são os eixos comerciais do interior medieval, como descreve o plano municipal do centro histórico. O pelourinho está no meio da Praça da República, a norte da Igreja de Santa Maria Maior, a matriz, classificada como Imóvel de Interesse Público. É manuelino. O SIPA indica a construção em 1515, diante dos antigos paços do concelho. Foi apeado em 1870 e reposto em 1910. É Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 23 122, de 11 de Outubro de 1933.
A Praça de Camões, onde está a Câmara, fica ao lado. O Museu da Região Flaviense ocupa o Paço dos Duques de Bragança, nesse largo, desde 1978. A decisão de criar o museu é de 18 de Maio de 1929, quando Chaves passou a cidade. O paço começou a ser construído em 1410 para D. Afonso, primeiro duque de Bragança, filho ilegítimo de D. João I, e a Câmara dá a conclusão em 1446. O castelo está encostado a este conjunto. O Forte de São Francisco fica no alto da Pedisqueira e tem ficha própria.
A ponte de Trajano atravessa o Tâmega e liga esta margem ao lado da Madalena. É Monumento Nacional: o decreto de 16 de Junho de 1910 classificou a ponte, e o Decreto n.º 28 536, de 22 de Março de 1938, voltou a classificá-la juntamente com as duas colunas do tabuleiro, do tempo de Vespasiano e de Trajano. A Câmara indica cerca de 150 metros e 12 arcos visíveis. A nota da DGPC fala de uma extensão de aproximadamente 100 metros, com 12 arcos visíveis, alguns entaipados, e recorda uma descrição antiga de 16 arcos. A meio do tabuleiro estão as duas colunas. A ficha da DGPC associa a conclusão da coluna de Trajano ao ano 104. Perto da ponte, no Largo do Arrabalde, fica o Museu das Termas Romanas, tratado no artigo das termas de Chaves.
O guia de Chaves junta o resto do roteiro, incluindo Monforte de Rio Livre, já fora da cidade.