Centro histórico de Bragança
Cidadela ainda habitada, com a Domus Municipalis e o pelourinho sobre o berrão, e a Sé Velha na cidade que cresceu fora das muralhas.
A cidadela de Bragança ocupa o alto do outeiro e continua a ser um bairro: há casas, ruas empedradas e gente a viver dentro da muralha. O recinto tem cerca de 3,2 hectares e perto de 670 metros de perímetro. Entra-se pela Porta da Vila, a poente, e a rua principal segue até à Porta do Sol, do lado nascente. O castelo, com a torre de menagem e o Museu Militar, tem ficha própria.
No largo, a Domus Municipalis é Monumento Nacional desde 1910. A Câmara apresenta-a como o único exemplar de arquitetura civil românica da Península Ibérica. A data não está fechada: a página municipal fala do primeiro terço do século XV e também dos finais do século XIV, contra opiniões mais antigas que a punham no fim do século XII ou no início do XIII. O edifício é de granito, com planta pentagonal irregular. Por baixo fica uma cisterna abobadada; por cima, uma sala com bancada de pedra, onde se reunia o concelho. A entrada é gratuita. O horário que a Câmara publica, de terça a domingo, de manhã e de tarde, com fecho à segunda, não coincide com outras fichas oficiais. Confirme antes de ir.
Ao lado está a Igreja de Santa Maria, de origem medieval, com o portal barroco do início do século XVIII. Ainda dentro das muralhas, no Largo de São Tiago, o pelourinho, também Monumento Nacional desde 1910, assenta no dorso de um berrão proto-histórico com cerca de dois metros. A coluna esteve junto à Domus até 1860, ano em que passou para este largo. O Museu Ibérico da Máscara e do Traje, inaugurado em 2007, fica no mesmo recinto e encerra à segunda-feira, exceto na segunda de Carnaval.
Fora das muralhas, a cidade velha continua entre a cidadela e a Sé. A Rua Direita e as ruas paralelas guardam o crescimento antigo, com solares e comércio. Na Praça da Sé, a Sé Velha foi igreja de um convento de clarissas, passou aos jesuítas e é catedral desde 1764. Logo abaixo da cidadela, a Rua Abílio Beça, a Rua dos Museus, junta vários espaços, quase todos fechados à segunda. O guia de Bragança percorre-os um a um.
