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Bragança

As freguesias de Bragança, uma a uma

Publicado em · 16 min de leitura

Do arquivo do trasosmontes.com. Este texto foi publicado em outubro de 1997 (secção Braganç@Net). É reproduzido como saiu, só com correcções de ortografia; números, contactos e obras referem-se a essa época. Para informação actual, veja a página de Bragança.

Em 1997 o concelho de Bragança tinha 49 freguesias (várias foram agregadas em uniões de freguesias em 2013). Estas são as fichas que então publicámos sobre cada uma: a história, o orago, o património e aquilo de que a terra vivia. Babe e Parada têm artigos próprios: Babe e Parada e as festas de Inverno.

Alfaião

Fica escondida entre depressões montanhosas, notável pelas suas águas sulfurosas. Tem abundância de variadíssimos vestígios arqueológicos. A igreja, de estilo barroco, é elegante e de boa traça; num pequeno vale junto de uma ribeira fica a capela da Senhora da Veiga. Antiga freguesia de S. Martinho de Alfaião era abadia do Cabido da Sé de Miranda, passando depois, pela extinção desta diocese para o Cabido da Sé de Bragança. Produz trigo, centeio, vinho, azeite e frutas.

Aveleda

A antiga freguesia de S. Cipriano ou S. Ciprião de Aveleda, anexa à Abadia de S. André de Meixedo, passou mais tarde a reitoria independente ficando-lhe unida a antiga paróquia de S. Miguel de Varge, que era também anexa à Abadia de Meixedo. Está situado num pequeno vale rodeado de colinas nas margens do ribeiro Pepim que tem a sua foz no rio Sabor, no lugar de Oleirinhas, que divide a meio a freguesia.

Baçal

A antiga freguesia de S. Romão de Baçal pertencia ao Prior da Colegiada de S. Maria, de Bragança. Os lugares de Sacoias e Vale de Lamas, que faziam parte desta freguesia, eram também antigas freguesias, cujos oragos eram Nossa Senhora da Assunção e S. Sebastião. A igreja matriz é antiquíssima e, segundo a tradição, foi construída no tempo dos godos, sendo depois mesquita mourisca, e depois da expulsão dos mouros reconstituída em templo cristão.

Foi esta a terra do Abade de Baçal onde se pode observar ainda hoje a casa.

Calvelhe

Pertenceu ao antigo concelho de Izeda, extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855 e passou a fazer parte de Bragança por este mesmo decreto. Antiga freguesia de S. Justo de Calvelhe esteve anexada à reitoria de Izeda passando mais tarde a reitoria e freguesia independentes.

Está situada junto da estrada de Bragança a Izeda, a pequena distância da margem direita do rio Sabor.

Carragosa

Implantada em lugar plano e produtivo, tem como produção mais rica a castanha. A igreja setecentista, de boa traça, situa-se à entrada da aldeia. Era reitoria da apresentação da Casa de Bragança. O seu orago é Nossa Senhora da Assunção.

Carrazedo

A antiga freguesia de Santa Cecília de Carrazedo, era abadia anexa à antiga abadia de S. Mamede de Alimonde. Actualmente Alimonde é uma simples povoação de Carrazedo. Em 1878 era do julgado de Donai. A igreja matriz é elegante com altares de talha barroca. Situa-se esta freguesia nas faldas da Serra de Nogueira. É local de boas pastagens e hortas.

Castrelos

É povoação muito antiga, pois já existia no tempo dos godos, e, provavelmente no dos romanos. D. Afonso IV deu-lhe foral, em Estremoz em 29 de Julho de 1325. Situa-se sobranceira ao rio Baceiro numa zona de lameiros. É povoada por soutos de castanheiros e matas de carvalhos. Tem uma capela dedicada a S. Bernardino, e que constitui centro de atracção para doenças do foro psíquico. O seu orago é S. João Baptista.

Coelhoso

A antiga freguesia de S. Tiago de Coelhoso, anexo à reitoria de S. Gens de Parada, no termo da cidade de Bragança, passou mais tarde a freguesia independente com o título de reitoria. Pertenceu ao antigo concelho de Izeda, extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855 e passou para o de Bragança por esse mesmo decreto. É terra rica em vários produtos minerais.

Deilão

Está situada junto à Serra de Deilão, com caminhos para as freguesias de Rio de Onor, Gimonde, Babe e para o lugar de Petisqueira. É atravessada pelos rios Onor e Sabor. Antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção anexa à reitoria S. Bartolomeu de Rabal, passou mais tarde a freguesia independente com o título de reitoria. Era seu donatário a casa de Bragança. Freguesia rural e comunitária ainda com alguns moinhos em funcionamento, recuperados pela actual Junta de Freguesia. Terra de pastoreio, castanha e centeio, teve outrora um dialecto hoje quase em extinção.

População: 300 habitantes

Actividades económicas: Agricultura e pecuária.

Gastronomia: Javali

Artesanato: Colchas, mantas e meias em lã de ovelha

Colectividades: Associação Cultural e Desportiva de Deilão

Donai

Quase no aro de Bragança, esta aldeia situa-se num vale ameno que os frades de S. Bento, com sede em Castro de Avelãs, escolheram como local de colonização. Tem uma igreja matriz, da última fase do barroco, bastante rica. A horta, o trigo e a castanha concedem-lhe um bom estatuto económico. Várias estelas funerárias referenciaram a passagem e implementação dos romanos nesta zona. O seu orago é S. Salvador.

Espinhosela

Está situado no cruzamento dos caminhos para as freguesias de: Carragosa, Godesende, Parâmio e para a de Soeira, concelho de Vinhais, e a cerca de 3 quilómetros a este da margem esquerda do rio Baceiro, afluente do rio Tuela. A antiga freguesia de S. Estevão de Espinhosela era abadia da apresentação da Casa de Bragança no termo da mesma cidade. A igreja matriz tem um arco românico com ornamentações geométricas e cabeças de touro. Tem bons lameiros, hortas, soutos de castanheiros e matas de carvalhais.

Failde

Situa-se na orla do planalto de Parada, olhando de longe o Penacal e situada na margem direita do rio Onor. Local com marcos pré-históricos, fica perto de caminhos medievais que vinham de Miranda do Douro.

França

Aldeia pequena, quase raiana, situa-se entre bastantes alcantilados. Constitui uma região mineira que os romanos conheceram e exploraram. A exploração, com minas de ouro e de estanho, durou quase até ao primeiro quartel deste século. Há restos de escórias elevadas de água, para lavagem do ouro que vinham da serra de Montesinho. O seu orago é S. Lourenço.

A freguesia de França tem duas aldeias anexas, Montesinho (aldeia que dá nome ao Parque Natural de Montesinho) e Portelo a 500 m da fronteira com Espanha, onde se realiza todos os anos uma grande festa participada por ambos portugueses e espanhóis.

Gimonde

A antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção, situada entre a foz do rio de Onor e a margem esquerda do rio Sabor pertenceu à antiga reitoria de S. Pedro de Babe, tornando-se mais tarde freguesia independente com o título de reitoria. Localizada no caminho para a sede do concelho e distrito na confluência dos caminhos de S. Julião dos Palácios e dos lugares de Labianos, Sacóias e Várzea, é uma freguesia rural, de belas paisagens e locais aprazíveis. Os seus rios Onor e Sabor são muito procurados pelos amantes de pesca, pois que a sua limpidez permite uma variedade enorme de peixes.

Gostei

Antiga vila medieval, com pelourinho. Foi sede de concelho, teve foral dado por D. Dinis em Lisboa a 20 de Junho de 1289. Está situada nos caminhos para as freguesias de: Castro de Avelãs e Nogueira, na margem esquerda do rio Sabor.

Grijó de Parada

Eclesiasticamente esta freguesia pertenceu à antiga reitoria de S. Gens de Parada. Aldeia situada no cimo das arribas do rio Sabor, tem uma igreja barroca com capela-mor de caixotões pintados e altar-mor de rica talha, ultimamente restaurada. O arco da porta principal, de gosto românico, assenta sobre algumas estelas romanas. O seu orago é Santa Maria Madalena.

Izeda

Está situada no extremo sul do concelho, na estrada para Bragança e nos caminhos para as freguesias de Macedo do Mato, Serapicos, e Talhinha (Macedo de Cavaleiros), na margem direita do rio Sabor. A antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção de Izeda, antigo concelho de Izeda, extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855, passou mais tarde a abadia. Tem posto de registo civil, agências bancárias e seguros, farmácia, filarmónica, bombeiros, estabelecimento prisional e é sede de juiz da paz.

Macedo do Mato

A antiga freguesia de Nossa Senhora das Candeias (Purificação) de Macedo do Mato, era abadia da apresentação do Bispo, no termo da cidade de Bragança. No «Mapa Estatístico» do ano de 1840 vem esta freguesia como anexa à de Bagueixe, ambas do concelho de Izeda, extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855, e ambas passaram pelo dito decreto, ao concelho de Bragança a freguesia de Macedo do Mato, e ao concelho de Macedo de Cavaleiros a freguesia de Bagueixe.

Meixedo

Situada a 7 quilómetros de Bragança, esta abadia, da apresentação da Casa de Bragança, desfrutava de grande prestígio económico. A residência do abade ainda hoje revela essa situação. Achados ocasionais de estelas funerárias romanas confirmam a intensa romanização. O seu orago é Santo André.

Milhão

Situada à beira da estrada nacional de Miranda a Bragança, fica abrigada de ventos e produz bastante azeite e castanha. Antiga freguesia de S. Lourenço de Milhão era da apresentação do cabido da Sé de Bragança, no termo da vila do Outeiro, e tinha de rendimento 6$000 réis e o pé d'altar. Mais tarde passou a reitoria. Pertenceu ao antigo concelho de Outeiro, extinto pelo decreto de 22 de Junho, e 31 de Dezembro de 1853, pelos quais passou para o concelho de Bragança.

Mós

Foi curato da abadia de Rebordãos, tendo como orago S. Pedro. Mais tarde passa a reitoria e tem como padroeiro S. Nicolau. Aldeia de economia agrícola, produz muita castanha.

Nogueira

É desta freguesia o famoso santuário de Nossa Senhora do Cabeço. Situado no alto de um cabeço, de onde lhe vem o nome, fazem-se a esta senhora duas festas por ano. Uma a 2 de Fevereiro, dia da sua purificação e outra na segunda oitava da Páscoa do Espírito Santo. É templo muito antigo não se sabendo quando nem por quem foi edificado. As mulheres levam à Senhora nos dias das suas festas, cestas de trigo e estrigas de linho, sendo tudo vendido em leilão, para ajuda das festas e arranjos da capela.

Outeiro

A antiga vila de Outeiro, cujo concelho foi extinto em 1853, pertencia à Casa de Bragança. Dotada de castelo, mandado construir por D. Dinis, totalmente em ruínas, sofreu diversos assédios principalmente durante as Guerras da Restauração e da Sucessão. Teve foral dado por D. Manuel em Lisboa a 11 de Novembro de 1514. É terra rica, com muito azeite e castanha. A igreja matriz, românica, é notável, assim como o santuário do Santo Cristo de Outeiro, ligado a uma florescente confraria do Santo Cristo que teria suado sangue no século XVII.

Paradinha Nova

Está situada no extremo este do concelho e faz fronteira com Vimioso, no caminho para as freguesias de Coelhoso e Calvelhe, na margem esquerda do rio Sabor. Pertenceu ao antigo concelho de Izeda e tem como orago S. Miguel.

Pinela

Nas Inquirições aparece com a grafia de Penela. A cerca de 1 quilómetro está o castelo de Avelina, onde têm aparecido achados arqueológicos. Há cerca de 40 anos teve uma florescente indústria cerâmica. A castanha constitui o principal produto agrícola. O seu orago é São Nicolau.

Pombares

A antiga freguesia de S. Frutuoso de Pambares era anexa à reitoria de Izeda e da apresentação do reitor. Passou depois a freguesia independente com o título de reitoria. Está situada no extremo sul sueste do concelho e a noroeste da estrada Mirandela - Bragança.

Quintanilha

É povoação bastante antiga e talvez tivesse sido habitada pelos romanos, pois há indícios que as minas de chumbo nele existentes foram exploradas por aquele povo. Além da igreja matriz, há nesta freguesia a ermida da invocação de Nossa Senhora da Ribeira, assim denominada por lhe correr perto uma ribeira, junto da qual se realizavam romarias muito concorridas. Foi junto desta capela que a flor da fidalguia lusa esperou e recebeu da régia comitiva aragonesa a formosa princesa Isabel, depois Rainha e Santa, que então se dirigia a Portugal para ser desposada, em Trancoso, pelo Rei Trovador, D. Dinis. Para comemorar tão grande acontecimento, a Rainha Santa Isabel mandou construir o espaçoso templo que hoje existe.

Quintela de Lampaças

A antiga freguesia de Santa Maria da Assunção de Quintela de Lampaças era abadia da Casa de Bragança. Povoação bastante antiga, gozou dos grandes privilégios concedidos aos foreiros da Casa de Bragança, que era donatária desta freguesia. A sua igreja matriz encontra-se quase no extremo da povoação de Quintela, junto da estrada nacional, que a atravessa e liga com a vila de Macedo. A residência do pároco constitui um belo exemplar de casa rural do século XVIII. O seu orago é Nossa Senhora da Assunção.

Rabal

A antiga freguesia de S. Bartolomeu de Rabal foi reitoria da Casa de Bragança. Dividia-se, quanto às rendas, em quatro comendas, a que chamavam quartos, e estavam-lhe também anexas as comendas de Santa Olaia ou Eulália de Vila Meã e de S. Vicente de Grademil. Pouco se sabe acerca da origem desta freguesia e a análise do seu topónimo também não é muito concludente. Há quem suponha derivar do nome germânico Rab. É uma terra de poucos recursos agrícolas teve por volta de 1860 uma fábrica de destilação de vinhos.

Rebordainhos

Povoação bastante antiga, cujas origens se desconhecem, cresceu em importância através dos tempos, de tal forma que se chegou a ser elevada à categoria de vila. Situada nas faldas da serra da Nogueira, possui muitos soutos de castanheiros, fica-lhe muito perto a quinta de Arufe, que foi pertença do convento de Castro de Avelãs, depois do cabido de Miranda do Douro, e actualmente da família Sepúlveda. O seu orago é Santa Maria Madalena.

Rebordãos

É uma das povoações transmontanas mais antigas, devendo ser de fundação romana, como o parecem demonstrar umas lápides graníticas encontradas em 1887, no sítio de Vale de Pereiras. Junto desta freguesia levanta-se a serra de Nogueira, de bastante altura, no cimo da qual se vê, solitário e impotente, o velho templo da Nossa Senhora da Serra ou da Natividade onde se realizam as festas da Natividade e da Senhora das Neves; esta última que se fazia no dia 5 de Agosto. Teve forais dados por D. Sancho I, D. Afonso III e D. Manuel.

Rio de Onor

Em fértil vale, formado pelas serras de Montesinho, Sanábria e Guadramil, está situada a pitoresca e raiana freguesia de Onor. Terra pobre, com casas de pedra solta cobertas por lajes de ardósia, os seus habitantes dedicam-se à agricultura e ao fabrico de carvão. Possuem comunemente dois moinhos e seus gados pastam conjuntamente sob a vigilância de um só pastor. A expensas suas os habitantes construíram uma escola e abriram uma estrada que os liga a Bragança.

Rio Frio

A antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção pertencente outrora à vila do Outeiro, tinha cura da apresentação do cabido da Sé de Bragança. Mais tarde foi reitoria independente. Em 1839 pertencia ao concelho do Outeiro e em 1853 passou para o de Bragança, por extinção do concelho do Outeiro pelos decretos de 22 de Junho e 31 de Dezembro de 1853. Nos documentos medievais aparece com o nome de rio Frio do Monte, cujo nome lhe adveio do rio que a atravessa. É composta por duas povoações bem distintas: Rio Frio e São Vicente do Paço. Esta última foi outrora freguesia independente, mas desde há anos que deixou de o ser encontrando-se anexa àquela. Aldeia de planalto com um clima bastante rigoroso o seu solo é bastante produtivo em cereais e legumes. O seu orago é Nossa Senhora da Assunção.

S. Julião de Palácios

Esta freguesia é composta por duas antigas freguesias: S. Bartolomeu e S. Miguel de Palácios, tendo por orago S. Bartolomeu. Está situada junto à raia e entre os rios de Onor e Maçãs.

S. Pedro de Sarracenos

Situa-se nos arredores de Bragança, atrás do cabeço de S. Bartolomeu. É aldeia essencialmente agrícola, cheia de hortas e soutos de castanheiros. A igreja matriz está num outeiro e na orla da aldeia. Tem algumas tábuas pintadas a óleo, de valor, da escola setecentista. Antes da criação das regiões militares fazia parte da 6ª divisão e do 10º distrito de recrutamento e recenseamento em Mirandela.

Esta aldeia tem uma história rica em tradições culturais nomeadamente com um Grupo de Pauliteiros tal como existe na zona de Miranda do Douro, que tem feito inúmeras actuações por todo o mundo.

Salsas

Antiga freguesia de S. Nicolau de Salsas, reitoria da apresentação do arcebispo de Braga. Em 1839 pertenceu ao concelho de Bragança, em 1840 ao de Izeda, extinto por decreto de 24 de Outubro de 1855, pelo qual passou para o de Bragança. O nome desta freguesia não tem relação alguma com salsa - planta. Salsa era um utensílio usado nos mosteiros. É composta pelos seguintes lugares: Chãos, Fernande, Freixeda, Muredo, Salsas, e Vale Nogueira. É terra de centeio e castanha. O seu orago é S. Nicolau.

Samil

É povoação de origem bastante remota. No sítio denominado Castrilhas existem restos de uma fortaleza medieval, destruída em 1762 pelos espanhóis. Há ainda restos de um castro, distinguindo-se ainda vestígios de muralhas; no chão encontram-se pedaços de granito lavrado e fragmentos de cerâmica. Não muito distante notam-se figuras rupestres, sendo de salientar as da Fraga do Selvage. É uma zona bastante fértil em terrenos produtivos e soutos. O orago é Nossa Senhora da Assunção.

Santa Comba de Rossas

Fica junto da estrada nacional que liga Bragança a Mirandela. O Abade de Baçal coloca a hipótese, de Viterbo que situava naquele local uma albergaria, na Serra da Freita, talvez dedicada a Santa Maria de Roncesvalles.

Santa Maria

É juntamente com a freguesia da Sé, uma das que compõem a cidade de Bragança. Santa Maria era antigamente denominada de Santa Maria do Sardão e era da apresentação, alternada, da Santa Sé e do Ordinário. É, de todas as freguesias do concelho, aquela por onde passaram mais factos históricos (ver foto - Vista aérea). A comprová-lo a cidadela rica em monumentos que marcaram o desenvolvimento religioso, social e militar da cidade. A igreja de S. Francisco, segundo a tradição fundada pelo santo de Assis, aquando do seu regresso de S. Tiago de Compostela, é das igrejas mais ilustres de Bragança, bem como a que dá o nome à freguesia, Santa Maria.

Sé

Inicialmente conhecida como freguesia de S. João Baptista passou a denominar-se Sé, quando para esta cidade, de Bragança, foi transferido o Bispado de Miranda em 1764 (a confirmação da transferência só foi feita pela Bula Romanus Pontifix de Pio VI, de 27 de Setembro de 1780).

Nesta freguesia está concentrada a maioria do comércio e dos serviços.

Serapicos

A antiga freguesia de Nossa Senhora da Assunção, no termo da cidade de Bragança, esteve anexa à abadia de S. Pedro de Carças. Mais tarde tornou-se independente com o título de abadia. No Mapa Estatístico vêm anexas a esta freguesia as de Vila Boa e Carçãozinho, todas no concelho de Izeda, extinto por decreto de 24 de Outubro de 1855, pelo qual passaram ao de Bragança. Constituem desde há muito, simples lugares desta freguesia. Tem bons olivais e terras de pastoreio.

Sortes

Situa-se no pequeno vale a sul da serra de Nogueira. Religiosamente é influenciado pela acção do Santuário de Nossa Senhora das Neves (ou da Serra). Tem abundância de castanhas e batatas. A linha de caminho de ferro, ora extinta, trouxe-lhe uma certa influência económica. Os lugares de Vidoedo e Lanção, correspondem a duas freguesias extintas - a primeira de invocação a S. Bartolomeu e a segunda de invocação a S. Miguel.