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Alijó
Alijó, no Douro: o que visitar no Pinhão, em Favaios e Casal de Loivos, passadiços do Tua, moscatel e festas, e onde ficar em quintas e hotéis.

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Conhecer Alijó
Alijó é um concelho do distrito de Vila Real, no Alto Douro, que vai do planalto de pinhal e pastagens, a norte, até à margem do Douro, no Pinhão. É esta descida que explica o que há para ver: em cima, a vila de Alijó, Favaios e as aldeias de granito; em baixo, as quintas de vinho do Porto e o rio. O concelho tem a maior área de vinha da Região Demarcada e produz a maior parte do moscatel do Douro.
Uma parte do território está no Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da UNESCO desde 2001; outra, a nascente, ao longo do rio Tua, pertence ao Parque Natural Regional do Vale do Tua. Dá para juntar, na mesma viagem, provas de vinho no Pinhão, pão e moscatel em Favaios e caminhadas junto ao Tua.
O que visitar em Alijó
- Pinhão e a estação de comboio. A vila fica onde o rio Pinhão encontra o Douro, rodeada de quintas. A estação da Linha do Douro tem 24 painéis de azulejo azul, com mais de três mil azulejos, que mostram a vindima, o transporte das uvas e os barcos rabelos; foram oferecidos pelo Instituto do Vinho do Porto e colocados em 1937. Do cais saem passeios de barco pelo rio.
- Favaios. Vila do moscatel e do pão. O Núcleo Museológico de Favaios – Pão e Vinho, na Rua Direita, conta a história de um e de outro e dos trabalhos ligados a cada um. Favaios foi sede de concelho até 1853 e faz parte da Rota das Aldeias Vinhateiras.
- Casal de Loivos. O miradouro da aldeia olha de cima para a curva do Douro em frente ao Pinhão, com as quintas das duas margens. É um dos pontos de vista mais fotografados do vale.
- Anta de Fonte Coberta. Dólmen a cerca de um quilómetro de Vila Chã, classificado como Monumento Nacional em 1910. Conserva sete esteios, a laje de cobertura e restos de pintura a vermelho num dos esteios.
- Sanfins do Douro. A vila guarda a casa onde terá nascido o Padre Manuel da Nóbrega, jesuíta ligado à fundação de São Paulo, no Brasil, e o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, com miradouro sobre o centro do concelho.
- São Mamede de Ribatua. Tem um pelourinho quinhentista e uma igreja classificados, uma ponte romana e o ponto de partida dos passadiços (ver abaixo).
Natureza e percursos
Os Passadiços de São Mamede de Ribatua seguem a ribeira ao longo de cerca de 3,5 km, desde a ponte romana da aldeia até à albufeira do Tua. Perto dali, o miradouro do Ujo, entre São Mamede de Ribatua e Safres, é o melhor sítio do concelho para ver o vale do Tua lá em baixo.
O município tem 20 percursos pedestres homologados, com mais de 200 km no total, em todas as freguesias. Dois exemplos: o PR20, entre o Pinhão e Casal de Loivos, sobe pelas vinhas desde o rio; o PR13 liga Sanfins do Douro a Favaios pelo planalto. Para quem quer subir aos montes, há ainda os miradouros de Santa Bárbara (sobre Favaios), da Senhora da Cunha (sobre Alijó e Carlão) e de Santa Marinha, em Castedo, virado para o Douro.
À mesa
O aperitivo da casa é o moscatel de Favaios: a casta Moscatel Galego ocupa cerca de 1400 hectares no concelho, que produz perto de 80% do moscatel do Douro. Ao lado dele há vinho do Porto e vinhos DOC Douro das quintas do Pinhão e do planalto, e o pão de Favaios, que tem museu próprio na vila.
Na cozinha pesam as carnes: cabrito no forno, cordeiro de leite, caça, enchidos e porco bísaro. O concelho está na área do Cabrito Transmontano DOP e, como todo o distrito de Vila Real, da Carne de Bísaro Transmontano DOP. Nos fins-de-semana gastronómicos, o prato escolhido pelo município é a massa à lavrador, comida de vindima, com pataniscas de bacalhau a abrir e filhoses no fim.
Festas e feiras
- Março: feira anual de artesanato, no último fim-de-semana do mês.
- Junho: Feira dos Vinhos e Sabores dos Altos, no Parque da Vila de Alijó, dedicada aos vinhos do planalto.
- Julho: festival Sons no Parque, com concertos gratuitos no mesmo parque; romarias de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Senhora da Cunha (primeiro domingo), e de Nossa Senhora da Conceição, no Pinhão (segundo domingo).
- Agosto: romaria de Nossa Senhora da Piedade, em Sanfins do Douro (segundo domingo), e São Bartolomeu, em Casal de Loivos (dia 24).
- Setembro: Festa do Moscatel, em Favaios, em plena vindima.
- Novembro: Feira de São Martinho, a 11, Dia do Município, com magusto, prova do vinho novo e mostra gastronómica das freguesias.
Quando ir e como chegar
A Primavera, com a vinha a rebentar, e as vindimas, em Setembro, são as melhores alturas; o Outono dá as folhas amarelas e vermelhas nas encostas. No Verão o vale aquece muito (o Pinhão registou 47 °C em Julho de 2022): nessa época vale mais a pena dormir no planalto ou numa quinta com piscina e deixar o rio para a manhã e o fim da tarde.
De carro, Alijó fica a cerca de 130 km do Porto (cerca de 1h35, pela A4 até Vila Real) e a 43 km de Vila Real (40 minutos). O Pinhão fica a 125 km do Porto e a 35 km de Vila Real. De Bragança são cerca de 110 km até Alijó (1h20). O Pinhão também tem comboio directo do Porto pela Linha do Douro.
Onde ficar em Alijó
Há duas escolhas: o Pinhão e as quintas do vale, para quem quer o rio e as provas de vinho à porta, ou a vila de Alijó e Favaios, mais frescas e mais perto das estradas para o resto de Trás-os-Montes. No Pinhão ficam o The Vintage House, junto ao rio, e, no vale do rio Pinhão, a Quinta do Silval, que produz vinho. Em Alijó, a Pousada Barão de Forrester fica no centro da vila; em Casal de Loivos, a Casa de Casal de Loivos tem vista sobre o vale. Veja a lista completa de hotéis em Alijó e de turismo rural em Alijó, que inclui várias casas em Favaios, Castedo e Vale de Mendiz.
Para saber mais: quintas do Douro com alojamento, miradouros do Douro e a N222 (Casal de Loivos, Santa Bárbara e Ujo) e o roteiro do Douro em 2 e 3 dias, que passa pelo Pinhão e por Favaios.
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