Douro
Torre de Moncorvo
Torre de Moncorvo: o que visitar, da basílica e do Museu do Ferro à Foz do Sabor e à Ecopista, amêndoa coberta, festas e onde ficar em turismo rural.

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1 lugar para visitar em Torre de Moncorvo
Turismo rural
Casas e quintas em Torre de Moncorvo
O concelho
Conhecer Torre de Moncorvo
Torre de Moncorvo fica no sul do distrito de Bragança, no Douro Superior, onde o rio Sabor se junta ao Douro. É uma vila de foral dionisino (1285) que viveu durante séculos do ferro, da seda, do linho e da amêndoa, e isso ainda se lê no centro histórico: solares dos séculos XVII e XVIII, uma igreja matriz desproporcionada para o tamanho da terra e um museu inteiro dedicado às minas.
O concelho junta paisagens muito diferentes em poucos quilómetros: a Serra do Reboredo, coberta de floresta, o vale da Vilariça, plano e agrícola, e as encostas de vinha e amendoal que descem para o Douro e para o Sabor. Parte do território está dentro do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial.
O que visitar em Torre de Moncorvo
- Igreja Matriz (Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção). Começou a ser construída em 1544 e é Monumento Nacional desde 1910. É uma das maiores igrejas paroquiais do país e domina a vila de qualquer ponto de onde se chegue.
- Centro histórico. À volta da basílica ficam a Igreja da Misericórdia, o pelourinho, o Chafariz Filipino e várias capelas classificadas, além dos restos da cerca e do castelo medieval, hoje reduzidos a troços de muralha. Há lojas de produtos da terra onde se pode ver o trabalho das cobrideiras de amêndoa.
- Museu do Ferro & da Região de Moncorvo. Nasceu depois do fecho das minas do Carvalhal, em meados dos anos 80, e conta a exploração do minério de ferro na serra, que a Câmara faz remontar à Idade do Ferro.
- Outros espaços de memória. O Museu de Arte Sacra, o núcleo da Casa da Roda e o Centro de Estudos Judaicos completam a visita à vila, a par do Centro de Memória, instalado ao lado do Arquivo e da Biblioteca Municipal.
- Adeganha. A igreja românica de Santiago Maior é Monumento Nacional desde 1944. Perto ficam as ruínas da Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça, povoado medieval amuralhado, também Monumento Nacional.
- Castelo de Mós. Ruínas de um castelo medieval, classificado como Imóvel de Interesse Público, numa aldeia entre Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.
Rios, serra e percursos
A Foz do Sabor, a cerca de dez minutos da vila, é uma aldeia ribeirinha com praia fluvial, cais e parque de merendas; os restaurantes servem peixe do rio e migas. Daqui vê-se o encontro dos dois rios e o início do vale da Vilariça, uma das várzeas mais férteis de Trás-os-Montes.
A Serra do Reboredo, a norte da vila, é perímetro florestal e guarda o antigo jazigo de ferro. Para caminhar ou pedalar sem desníveis, a Ecopista do Sabor aproveita o traçado da antiga Linha do Sabor, que funcionou entre 1911 e 1988: o troço de Moncorvo liga o Pocinho a Carviçais em cerca de 30 quilómetros. A Câmara mantém uma rede de percursos pedestres pelas aldeias, com rotas como a das Amendoeiras, a dos Moinhos ou a das Fragas.
À mesa
O produto que toda a gente leva de Moncorvo é a Amêndoa Coberta de Moncorvo IGP: amêndoa pelada e torrada, coberta com uma pasta de açúcar que forma pequenos bicos, em versão branca, morena (com chocolate) ou peladinha. O concelho está também dentro das áreas da Amêndoa Douro DOP, do Queijo Terrincho DOP, do Borrego Terrincho DOP, do Cabrito Transmontano DOP e do Mel da Terra Quente DOP, e algumas freguesias produzem Azeite de Trás-os-Montes DOP. À mesa aparecem o fumeiro, o folar, o requeijão e os vinhos do Douro Superior feitos nas quintas do concelho.
Festas e feiras
- Fevereiro: Entrudo Lagarto na Cardanha, com máscaras de lata e a queima do Entrudo, e a Rota das Pipas na Açoreira, pelas adegas da aldeia, depois da matança do porco.
- Março: Mercadinho da Amendoeira em Flor, ao fim-de-semana, com produtores de amêndoa, azeite e vinho.
- Abril ou Maio: Feira Medieval, no centro histórico, que evoca a carta de feira dada à vila por D. Dinis.
- Junho: Festival do Solstício, três dias de oficinas, concertos e actividades para famílias no centro da vila.
- Agosto: Festas da Vila e do Concelho, em torno do dia 15, e a festa de Nossa Senhora da Guia na Foz do Sabor, com a procissão de barcos rabelos pelo Sabor e pelo Douro.
- Setembro: Vinho e Sabor Douro, na praia fluvial da Foz do Sabor, com os produtores de vinho do concelho.
- Novembro: São Martinho em Maçores, com gaiteiros, o caldeiro do vinho e magusto no Largo das Eiras.
Quando ir e como chegar
O fim do Inverno é a época mais procurada, quando as amendoeiras florescem nas encostas do Douro e da Vilariça (normalmente entre o fim de Fevereiro e Março, conforme o ano). O Outono traz as vindimas e a serra do Reboredo com outras cores. No Verão o calor é forte e a Foz do Sabor passa a ser o destino da tarde.
Do Porto são cerca de 180 km, perto de 2h20 de carro. De Bragança são cerca de 95 km, pouco mais de 1h15. De comboio, a Linha do Douro termina no Pocinho, a cerca de 9 km da vila; daí em diante é preciso carro ou táxi.
Onde ficar em Torre de Moncorvo
Não há hotéis no concelho: o alojamento é quase todo turismo rural, agroturismo e casas de campo, espalhados pela vila, pelo vale da Vilariça e pelas aldeias ribeirinhas. Veja todas as opções em turismo rural em Torre de Moncorvo. Para ficar a pé do centro histórico, a Casa Dona Maria Luiza tem dez quartos na vila; em Felgar, a Casa de Santa Cruz é turismo de habitação numa casa do século XVII; no vale da Vilariça, a Quinta da Terrincha tem restaurante e vinho próprio; e junto ao rio, o Olhares do Douro fica na Foz do Sabor.
Para saber mais: as aldeias de Adeganha, Castedo e Felgar, o roteiro das amendoeiras em flor e as praias fluviais de Trás-os-Montes.
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