Alfândega da Fé - Portugal

Alfândega da Fé, concelho do distrito de Bragança, conhecida pela festa de cereja, a serra de Bornes e os Lagos do Sabor, servida pelo IC5, Trás-os-Montes.

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Rua Amadeo Souza Cardoso no35, Bragança, Portugal

CIM: Terras de Trás-os-montes

Pertencente ao Distrito de Bragança, o Concelho de Alfândega da Fé estende-se por 12 freguesias. A vila transmontana é conhecida pela Festa da Cereja e considerada unanimemente um autêntico museu a céu aberto. Um lugar que convida à sua descoberta, cujas gentes se caracterizam pela hospitalidade e arte de bem receber e que fará as delícias de todos aqueles que a visitarem..

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Fotos Alfândega da Fé

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Hóteis Alfândega da Fé

Turismo Rural Alfândega da Fé

História

Com mais de setecentos anos de existência enquanto cidade (fundada em 1294 por D. Dinis), Alfândega da Fé está assente numa colina a 575 metros de altitude e conserva os traços típicos do nordeste transmontano. Reza a lenda que o nome se deve a uma lenda local – a Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas – que conta a história de uma chacina que se deu no local para pôr fim a um terrível tributo que os populares tinham de pagar ao Senhor muçulmano que habitava na região.


População

Em 2018, os números oficiais apresentados em relatório pela Fundação Manuel dos Santos, estimavam cerca de 4.576 habitantes, sendo que há 8 jovens com menos de 15 anos, 59 adultos e 33 idosos com 65 ou mais anos. Estes números indicavam também que o número de residentes estrangeiros na cidade rondava os 32 por cada 100 habitantes. Estes dados populacionais correspondem ao território total da cidade, que se estende por cerca de 322 quilómetros quadrados. De notar que este relatório avaliou dados entre 2010 e 2018.


Cultura

Alfândega da Fé é uma cidade que possui uma herança cultural muito rica e que oferece aos seus residentes e visitantes diversas opções de escolha que vão de encontro aos mais variados gostos e interesses. Considerada um autêntico museu a céu aberto, Alfândega da Fé possui locais de grande interesse. Abaixo listamos alguns dos pontos culturais de maior relevo na cidade.


Torre do Relógio

Não se sabe ao certo quando foi construída, embora se pense que é provável que já existisse no século XVI. A sua finalidade inicial é desconhecida, mas foi no início do século XIX que começou o ser utilizada e referida como Torre do Relógio.

É considerada o ex-libris do concelho, o que lhe valeu uma restauração recente para que o público pudesse aceder à exposição fotográfica referente à sua recuperação que foi colocada no seu interior e para que o relógio pudesse funcionar.

Miradouro do Castelo

Construir algures durante o séc. VII, o castelo foi-se desintegrando com o passar dos séculos, sendo que no período Renascentista, já existiam relatos de que este estava bastante desgastado e vandalizado. Atualmente, nas ruínas deste castelo, existe uma plataforma que serve como miradouro e permite alcançar vistas sobre o vale que se estende ao redor.

Casa da Cultura Mestre José Rodrigues

Considerada o principal polo de atividade cultural do concelho, foi desenhada pelo arquiteto Alcino Soutinho e inaugurada em 2004 no centro urbano da vila. Constituída por apenas um edifício, subdivide-se em três valências: galeria, auditório e cafetaria.

Esta casa serve também como homenagem a alguns ilustres locais, tais como o Dr. Manuel Faria e o Eng. Manuel Cunha, que em muito contribuíram para a projeção cultural do concelho.


Educação

Dados do relatório apresentado pela Fundação Manuel dos Santos indicavam que, em 2018, Alfândega da Fé possuía cerca de 471 alunos de ensino não superior (pré-escolar, básico e secundário) matriculados.


Capital da Cereja do Nordeste Transmontano

A cereja é um dos principais produtos agrícolas, considerados alavanca económica do concelho. Como tal, Alfândega da Fé arranjou uma maneira de homenagear este produto local: A Festa da Cereja. 

Esta festa já se realiza há mais de 30 anos e é um dos eventos de maior renome no nordeste transmontano. Organizado pela Câmara Municipal, grande parte da festa concentra-se no Parque Municipal de Exposições. 

Mas não só de cereja vive este município: o azeite, a amêndoa, o queijo, o fumeiro, o vinho, os cogumelos, o artesanato e a doçaria também são produtos de destaque.


A Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas

Durante a ocupação muçulmana destas terras, Abdel-Alí tinha o seu Castelo localizado próximo da atual localidade de Chacim e dominava toda a região e como feudo a entrega de um determinado número de Donzelas- o que ficou conhecido como o “Tributo das Donzelas”

Contudo, o casamento entre Teolinda, filha de D. Rodrigo Ventura de Melo, Senhor de Castro e Casimiro, filho de D. Pedro Rodrigues de Malafaia, líder dos Cavaleiros das Esporas Douradas, faz inverter o rumo dos acontecimentos.

Os “Cavaleiros das Esporas Douradas” travaram uma sanguinária batalha contra os mouros até que apareceu Nossa Senhora a reanimar os mortos e a curar os feridos, levando à vitória dos cavaleiros e consequente expulsão dos mouros

Dada a chacina que ocorreu naquele local, nasce assim Chacim e Alfândega, e passou a designar-se Alfândega da Fé.


Freguesias

Agrobom, Saldonha e Vale Pereiro

Alfândega da Fé

Cerejais

Eucísia, Gouveia e Valverde

Ferradosa e Sendim da Serra

Gebelim e Soeima

Parada e Sendim da Ribeira

Pombal e Vales

Sambade

Vilar Chão

Vilarelhos

Vilares de Vilariça