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Alexandre Parafita
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MensagemEnviado: Domingo Nov 04, 2007 1:14 am 
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Alexandre Parafita

Alexandre Parafita é natural de Sabrosa.
Tem o Doutoramento em Cultura Portuguesa e o Mestrado em Ciências da Comunicação. A sua formação académica passou pela ex-Escola do Magistério Primário de Vila Real, pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, pela Universidade de Coimbra, pela Universidade da Beira Interior (UBI) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Com vasta experiência no jornalismo (foi jornalista de carreira durante quase 20 anos), na docência, na investigação e no ensaísmo, integra os quadros da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde é responsável pelo Sector de Comunicação Institucional. Nesta Universidade é também vice-presidente do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ).

É igualmente investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, tendo vindo a realizar estudos e pesquisas que lhe permitiram resgatar mais de um milhar de textos inéditos em risco de se perderem na memória oral. Actualmente, faz parte da equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Como escritor, a sua obra consta do Plano Nacional de Leitura, integra manuais escolares de vários níveis de ensino e é bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado em escolas superiores e universidades.

É autor de várias dezenas de livros, sendo de realçar:


No domínio da Literatura oral tradicional:

– A Comunicação e a Literatura Popular (Plátano Editora, 1999)

– O Maravilhoso Popular - Lendas. Contos. Mitos (Plátano Editora, 2000)

– Antologia de Contos Populares – Vol.1 (Plátano Editora, 2001)

– Antologia de Contos Populares – Vol. 2 (Plátano Editora, 2002)

– A Mitologia dos Mouros (Gailivro, 2006)

– Os Provérbios e a Cultura Popular (co-autor, Gailivro, 2007)



No domínio da literatura infantil e infanto-juvenil:

– Uma Andorinha no Alpendre (Civilização, 1994);

– A Lenda da Princesa Marroquina (Europress, 1995);

– Chovia Ouro no Bosque (Porto Editora, 1996);

– A Princesinha dos Bordados de Ouro (Porto Editora, 1996);

– O Segredo do Vale das Fontes (Europress, 1996);

– O Último Gaiteiro (Europress, 1997);

– As Aventuras de Rik & Rok (co-autor, Impala, 1998);

– Histórias de Natal Contadas em Verso (Âncora, 2000);

– As três touquinhas brancas (Plátano Editora, 2000);

– Branca Flor, o Príncipe e o Demónio (ASA, 2001);

– A mala vazia (Âmbar, 2003);

– Diabos, diabritos e outros mafarricos (Texto Editores, 2003);

– Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (Texto Editores, 2003);

– O Conselheiro do Rei (Impala, 2004);

– Histórias de arte e manhas (Texto Editores, 2005);

– Contos de animais com manhas de gente (Âmbar, 2005);

– Histórias a rimar para ler e brincar (Texto Editores, 2006)

– Memórias de um cavalinho de pau (Texto Editores, 2006)

– Vou morar no arco-íris (Gailivro, 2007)

– O rei na barriga (Âmbar, 2007


Página oficial: http://www.trasosmontes.com/alexandreparafita/

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A Volta ao mundo por mares antes nunca navegados


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MensagemEnviado: Segunda Jan 07, 2008 2:53 am 
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Novos monumentos megalíticos
Douro


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«Testemunhos pré-históricos de valor incalculável»


O coordenador científico do Inventário do Património Imaterial da Região Duriense, Alexandre Parafita, admite ter encontrado dois importantes monumentos megalíticos no concelho de Tabuaço, quando tentava contextualizar territorialmente duas lendas que o integram.

Alexandre Parafita contou à Agência Lusa ter-se deslocado às montanhas do Fradinho, em Tabuaço, para fotografar o \\"Penedo Rachado\\" referido numa lenda e ver o lugar onde, segundo outra lenda, os Maias, um povo muito religioso que se banhava nas águas do leito do Rio Távora, junto à Ponte do Fumo, foram chacinados e extinguidos pelos Mouros.

Nesta procura pela contextualização territorial do património imaterial, o escritor e investigador encontrou património material \\"Dois monumentos megalíticos situados numa zona escarpada e inacessível\\".

Segundo Alexandre Parafita, os monumentos \\"são contíguos entre si e ambos compostos por câmaras poligonais cobertas por gigantescas tampas monolíticas, assemelhando-se a antas ou dólmenes\\".

O investigador considera \\"poder tratar-se de testemunhos pré-históricos de valor incalculável, que poderão ajudar a aprofundar o estudo da civilização e presença humana\\" no território do Douro Sul, desde o período neolítico.

Por isso, comunicou a 12 de Novembro a descoberta ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), anexando fotografias e um mapa rudimentar, com o objectivo de que venham a \\"ser tomadas as medidas de estudo e salvaguarda que se justificarem\\".

A chefe da Divisão de Arqueologia Preventiva e de Acompanhamento do IGESPAR, Jacinta Bugalhão, confirmou à Lusa ter recebido a comunicação do investigador, que diz ter sido encaminhada para a extensão da Beira Interior, lamentando, no entanto, não haver ainda uma resposta sobre os dois monumentos.

Segundo a responsável, \\"numa situação normal esta comunicação já teria tido resposta\\", mas \\"a extensão, em vez de dois arqueólogos, tem um e mesmo esse está parado porque não viu a avença renovada\\".

O IGESPAR dispensou sexta-feira 37 avençados, a maioria arqueólogos, no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).

O concelho de Tabuaço foi o primeiro a ser alvo do Inventário do Património Imaterial da Região Duriense.

Alexandre Parafita escreve no primeiro volume da obra \\"Património Imaterial do Douro narrações orais (contos, lendas, mitos)\\", lançada em Dezembro, que \\"o estreito convívio do homem com as figuras megalíticas ou pré-históricas que a natureza e as etnias primitivas esculpiram induziu as comunidades à criação de interpretações míticas de grande valor antropológico\\".

O investigador tem um doutoramento em Cultura Portuguesa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e é especializado em património imaterial.


JN, 2008-01-06
In Diário de Trás-os-Montes

:idea: :?: :wink:

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MensagemEnviado: Quarta Fev 13, 2008 6:06 pm 
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Livro enaltece a cultura imaterial do Douro
Douro


Obra de Alexandre Parafita compila testemunhos orais, manuscritos e informação científica sobre a região duriense

O livro «Património Imaterial do Douro: narrações orais (Lendas, Contos, Mitos)», da autoria do escritor e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Alexandre Parafita, compila relatos orais da população do Mundo Rural, testemunhos manuscritos e informação científica.

Para o Doutor em Literatura e Professor na UTAD, Armindo Mesquita, esta obra surge no âmbito de um projecto pioneiro não só na região, como no País, pelos critérios científicos usados quer na recolha quer na sistematização do espólio.

Tal como se pode ler no livro é o “primeiro impulso visível” em torno da cultura imaterial, numa altura em que “ a globalização teima em fazer tábua rasa da identidade dos povos e em que instâncias críticas e atentas como a UNESCO desafiam os países e as regiões a acautelarem o seu património, sob pena de se extinguirem culturalmente num futuro muito próximo”, alerta Armindo Mesquita.

Este inventário, promovido pelo Museu do Douro, começa no município de Tabuaço, “um concelho muito rico em lugares de memória associados à sua paisagem repleta de formações megalíticas fantásticas, que alternam com vales profundos e escarpas assombrosas”. Estas características “geram na interpretação popular todo um universo mítico-lendário de crenças e superstições, que chegou até aos nossos dias através das narrações orais”.

Mitos, lendas e histórias das gentes do Douro reunidas numa obra inédita a nível nacional

O trabalho de campo teve por base fontes tradicionais (manuscritos e relatos orais de pessoas das aldeias) e fontes científicas (colectâneas de literatura oral tradicional, monografias e imprensa local). O material foi, posteriormente, dividido em dois grandes grupos: os contos populares e as lendas e mitos. Esfolheando o livro é possível ler relatos de lobisomens, almas penadas e demónios, testemunhos carregados de religiosidade e de sobrenatural.

Armindo Mesquita realça, ainda, que esta obra é “ a inclusão de um estudo teórico-metodológico e interpretativo do património imaterial, onde, entre outros aspectos, se aborda a importância das lendas e dos mitos na avaliação da história, da cultura e da personalidade dos povos”.
Através desta compilação é possível conhecer a história das gentes que fazem parte do Douro.


Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2008-02-13
In Diário de Trás-os-Montes

:wink:

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MensagemEnviado: Segunda Mar 31, 2008 4:49 pm 
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Editado pelo grupo Impala
Vila Real


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Alexandre Parafita lança «Pastor de Rimas»


O escritor transmontano Alexandre Parafita vai lançar, na próxima semana, um novo livro, editado pelo Grupo Impala. «Pastor de Rimas», com ilustração de Catarina França, apresenta um conjunto de «histórias ecológicas», em verso, dirigidas às crianças.

Carregado de motivos rurais, recolhidos da ecologia e da natureza transmontana, o livro desafia as crianças a interrogarem-se sobre questões muito curiosas: Onde dorme o sol que à tardinha se esconde nos outeiros? Porquê o caracol aponta as antenas ao sol? Porque chora o chorão? Porque faz a rola o ninho à pressa e desajeitado? Porque usa o cuco os ninhos dos outros pássaros? Porque bailam as borboletas? Ou porque fiam as mouras em noites de luar?

Alexandre Parafita, com grande parte da sua obra adoptada no Plano Nacional de Leitura (PNL), procura, desta forma singular de escrever e de narrar, atrair os mais novos para os prazeres da leitura.

http://www.trasosmontes.com/alexandreparafita/

ST, 2008-03-30
In Diário de Trás-os-Montes

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MensagemEnviado: Sexta Ago 01, 2008 4:15 pm 
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Levar tradição às crianças
Trás-os-Montes


Plano Nacional de Leitura inclui 12 obras de literatura infantil

Será possível ensinar a cultura, a memória e as tradições transmontanas através de livros infantis? É. Pelo menos, o Plano Nacional de Leitura já integra 12 livros do género, escritos pelo investigador Alexandre Parafita.

Segundo aquele professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, os livros proporcionam aos mais novos residentes em qualquer zona do país a possibilidade de \"descobrir ou redescobrir a identidade do povo transmontano\". Como? \"Através de gigantes diabólicos que construíram pontes e calçadas, mouros que arrasaram montanhas e desviaram rios, fadas que distribuíram grandes tesouros, trasgos e olharapos que aterrorizaram moleiros e pastores\".

Os caretos fazem parte das mitologias de Inverno de Trás-os-Montes e Alto Douro

Entre a dúzia de obras, o autor destaca, por exemplo, o livro \"Diabos, diabitos e outros mafarricos\". Através dele, é possível descobrir que existiu uma \"raça de pequenos duendes\", que eram conhecidos por \"trasgos\". São personagens habituais em lendas de moinhos, castros e ruínas de aldeias abandonadas de Trás-os-Montes.

A ponte de Abreiro, no concelho de Mirandela, tem uma história associada à sua construção, que ficou conhecida como \"o mito do diabo, a menina e a ponte\". Conta como uma criança conseguiu enganar o diabo e o convenceu a construir uma ponte sobre o rio Tua, ainda que seja imperfeita.

Uma vez no Plano Nacional de Leitura, desde a adopção de um dos livros pela escola até à sua dramatização e/ou teatralização vai um pequeno passo. Ora, a brincar a brincar, a mensagem vai passando entre as crianças e destas para a família.

As paisagens do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial aparecem e convidam entre as páginas de \"Memórias de um cavalinho de pau\", que cavalga por entre os coloridos vinhedos que dão o generoso e que custaram tanto a tornear pelos nossos antepassados.

A qualidade do azeite produzido em Trás-os-Montes, bem como das amêndoas do Douro, passam, como mensagem publicitária, através de outras lendas vertidas sobre os demais livros.

Conta-se o ciclo do linho por meio dos contos populares recolhidos pelo escritor e desvendam--se os segredos dos pastores gaiteiros das serras transmontanas. Tal como descreve os rituais das bruxas nos meios rurais e dá voz aos animais para ensinar os cuidados a ter em defesa da natureza. Alexandre Parafita não tem dúvidas de que é possível, através da literatura infantil, fomentar \"a educação para a identidade e memória\". Por outro lado, reforça, \"ajuda os mais novos a sentirem--se protegidos pela matriz das suas raízes, aprendendo a respeitá-las\". Ora, numa altura em que existe grande preocupação entre alguns sectores culturais pela eventual perda das memórias e tradições das gerações mais velhas, Alexandre Parafita frisa que as crianças, desde que devidamente preparadas para tal, poderão ser \"os guardiões da sua identidade\". E dada a temática, opina mesmo que este pode ser um meio para \"estimular o gosto pela leitura e combater os níveis de iliteracia no país\".

Eduardo Pinto in JN, 2008-07-31
In Diário de Trás-os-Montes

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Lobos, raposas, leões e outros figurões
MensagemEnviado: Quinta Set 25, 2008 5:41 pm 
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«Lobos, raposas, leões e outros figurões»
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Alexandre Parafita apresenta novo livro

O escritor transmontano Alexandre Parafita lançou um novo livro de literatura infantil, «Lobos, raposas, leões e outros figurões», uma obra ilustrada por Alberto Faria que conta sete histórias de animais, recriadas a partir da tradição oral transmontana.

Os animais são personagens carregadas de simbolismo, onde se cruzam os traços temperamentais do seres humanos, como os seus vícios, as suas virtudes, a sua moral.

No final do livro, o autor apresenta e homenageia as fontes narradoras, algumas já falecidas, que trouxeram até si estes tesouros da memória.

São pessoas humildes e sábias a rondar os 90 anos e originárias dos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Sabrosa, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Vimioso.

Alexandre Parafita, com o Doutoramento em Cultura Portuguesa na UTAD, é investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa nas áreas do património imaterial e mitologia nacional.

Lusa, 2008-09-24
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"Ardínia, a moura que morreu por amor»
MensagemEnviado: Domingo Mai 17, 2009 5:02 pm 
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«Ardínia, a moura que morreu por amor»
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Alexandre Parafita lança novo livro

Integrado na colecção «Lendas de Portugal Ilustradas», a Editora Meiosdarte vai lançar, amanhã, o novo livro do escritor transmontano Alexandre Parafita: «Ardínia, a moura que morreu por amor». A cerimónia terá lugar às 11h00, no Centro Empresarial Tecnológico de S. João da Madeira.

Ilustrado por Ana Lúcia Pinto, o novo livro narra uma lenda da região do Douro. “Usando como trunfos a sedução, a beleza e a ousadia, Ardínia transformou a sua história de amor impossível numa mensagem intemporal de união, diálogo e tolerância, uma mensagem que ecoa nas paisagens durienses como um apelo mágico e um verdadeiro guião para os destinos que o Douro ainda hoje procura cumprir”, explica uma nota do editor.

Segundo a mesma fonte, a obra, “para além do texto da lenda, apoiado nas fontes que a mantêm viva nas comunidades locais, apresenta ainda um conjunto de informações e curiosidades sobre alguns dos mistérios do universo mítico-lendário duriense, como sejam as lutas entre os cristãos e os mouros do castelo de Lamego, a origem lendária dos Távoras, o mito dos nevoeiros, o refúgio militar das montanhas de Cabriz em Tabuaço, os amores de Ardínia e Dom Tedo projectados na toponímia, ou o papel das mouras encantadas que moram nos castros, nas montanhas, fontes, rios e penedos”.

Alexandre Parafita, com doutoramento em Cultura Portuguesa, é investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa e integra a equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).


, 2009-05-15
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Re: Alexandre Parafita
MensagemEnviado: Sexta Dez 04, 2009 7:19 pm 
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Parafita lança mais um livro
Trás-os-Montes


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«Contos ao vento com demónios dentro»

O próximo livro de literatura infanto-juvenil de Alexandre Parafita, intitulado «Contos ao vento com demónios dentro», publicado pela Plátano Editora, vai ser apresentado em Bragança. A cerimónia, uma iniciativa conjunta dos Agrupamentos de Escolas Augusto Moreno e Paulo Quintela, terá lugar no auditório Vilarinho Raposo, da Escola Augusto Moreno, no próximo dia 9, pelas 15 horas. A entrada é aberta a toda a comunidade.

A apresentação será feita por Elisa Ramos e Anabela Rodrigues, coordenadoras das bibliotecas dos respectivos Agrupamentos, juntamente com alunos das EB1,2,3 de Augusto Moreno e de Paulo Quintela, que farão a dramatização de duas das histórias da obra. O escritor, por sua vez, proferirá uma palestra/debate subordinada ao tema «O que se pode aprender com os contos tradicionais», dirigida não só a professores e educadores de infância, como a toda a comunidade em geral interessada nestas temáticas.

Publicado pela Plátano Editora, na sua colecção «O Maravilhoso Infantil», e ilustrado por Miguel Gabriel, este livro inspira-se em antigas narrações da tradição oral transmontana, onde a figura do demónio surge com frequência, muitas vezes para indicar os melhores caminhos, por oposição àqueles que são de evitar.

Promotor de todos os medos, enquanto chefe supremo do mal, o demónio é, neste livro, explicado aos mais novos como um ser ridículo e imbecil, um gigante com pés de barro, num jogo simbólico em que a lealdade, a inteligência e a coragem derrotam sempre a hipocrisia, a estupidez e a cobardia.

Todas as histórias têm títulos muito sugestivos (“O lencinho mágico”, “A lagarta, o diabo e a borboleta”, “O diabo e a cabaça” e “O jogador com pés de cabra”) e têm como fontes informantes pessoas idosas da Região: Ilda de Jesus Paredes (de Pereiro, Macedo de Cavaleiros), Monsenhor Eduardo Sarmento (de Vila Real, já falecido), José Ramos (de Sendim, Miranda do Douro) e Graciano Augusto Morais (de Espinhoso, Vinhais).

http://www.trasosmontes.com/alexandreparafita/

ST, 2009-12-04
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Re: Alexandre Parafita
MensagemEnviado: Terça Abr 27, 2010 3:57 pm 
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Histórias de Alexandre Parafita
Vila Real


Filandorra estreia «Animais com manhas de gente»

A Filandorra - Teatro do Nordeste estreia sexta feira, em Vila Real, a peça «Animais com manhas de gente» dirigido às crianças do 1º ciclo do ensino básico e inspirado em histórias do escritor Alexandre Parafita.

A estreia da 54ª produção da companhia assinala o Dia Mundial do Livro e decorre no âmbito do Vinte e Sete - Festival Internacional de Teatro.

Fonte da Filandorra explicou que o espetáculo foi concebido «em moldes inovadores, construído através de um percurso que da plateia passa pela caixa de palco, sai para o ar livre e regressa à sala, apelando à interação com os participantes».

Lusa, 2010-04-27
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Re: Alexandre Parafita
MensagemEnviado: Sábado Mai 08, 2010 5:46 pm 
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«Deslumbrar crianças não é fácil»
Sabrosa


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Escritor Alexandre Parafita respondeu ao Transmontanos de Gema

Já foi jornalista, ainda é professor, mas é na literatura infantil que se tem notabilizado. O duriense Alexandre Parafita já publicou mais de uma vintena de livros. A maioria relata lendas transmontanas. Não admira.

O autor nasceu a ouvi-las da boca dos avós, que o impediam de ir para a mina na vinha, dizendo-lhe que viviam lá mouros. Mas se na escrita é transmontano quanto baste, no prato e na pinga, só o “essencial”. E escrever para crianças é fácil? Nada disso. Porquê? Porque “a criança não lê livros para fazer favores a ninguém”.

Semanário TRANSMONTANO (ST): A primeira pergunta é da praxe, considera-se um transmontano de gema?

Alexandre Parafita (AP): Sim, e reforçadamente, na medida em que sou duriense, sou do coração do Douro, do vinho do Porto, de Sabrosa e, portanto, tenho toda a minha família aqui radicada, em Trás-os-Montes, e, portanto, sinto-me perfeitamente identificado com as minhas raízes e presumo que essas características servem para me qualificar dessa forma.

ST: Estudou no Porto, passou também por Coimbra, quando estava fora como é que fazia para matar saudades de Trás-os-Montes?

AP: Sim é um desconforto imenso, ainda hoje e quando estudava, de facto quando estou fora de Trás-os-Montes só sossego quando regresso, porque as grandes cidades incomodam-me muito, o bulício, as pessoas não se conhecerem, não se cumprimentarem com à vontade. De facto, quando eu estudei, tinha mesmo de frequentar essas instituições de ensino, para poder fazer o percurso académico que escolhi, mas só sossegava quando chegava a Trás-os-Montes.

ST: Parte da sua obra são lendas transmontanas é de alguma forma um tributo à região?

AP: De certa forma é, no entanto, esta vontade que eu tenho de trabalhar com as lendas e de tudo o que tem a ver com o património imaterial tem muito a ver com a devoção que eu desde muito novo fui sentindo em relação à região. Eu, de facto, criei-me quase que diria num conto de fadas, porque fui deixado pelos meus pais entregue aos meus avós muito novo e, portanto, recebi as influências todas daquele nicho de cultura popular, de vivência tradicional, rural e isso marcou-me muito. Senti-me quase impelido naturalmente a enveredar por este caminho, portanto, as lendas, no fundo, é um pouco do corolário de todo o percurso que eu fiz desde a minha infância.

ST: Tem memória da primeira lenda que lhe foi contada, a primeira história, tem alguma na memória, que lhe tenha ficado gravada?

AP: Sim, tenho, de facto, embora nessa altura estava muito longe de imaginar que um dia as minhas inquietações académicas e profissionais iriam recair aí. Lembro-me, perfeitamente, de o meu avô, quando eu o acompanhava nas enxertias, numas vinhas que ele tinha nos subúrbios de Sabrosa, de ele não me deixar ir para junto de uma mina - claro que a preocupação dele era que eu me metesse para dentro da mina e ficasse nalgum açude por lá e ele depois não sabia onde é que eu estava - mas ele amedrontava-me a dizer que ali estavam os Mouros.

ST: Foi jornalista durante vários anos, também nesta profissão acha que deve haver algum bairrismo, já alguma vez o praticou?

AP: Sim, julgo que sim, embora as pessoas não devam estar obce-cadas pelos sentimentos bairristas, porque um jornalista tem de se convencer que tem de ser isento, e se ele é excessivamente bairrista, não é isento. Mas enquanto jornalista eu procurei sempre não me desvincular da realidade em que estava emergido e eu trabalhei essencialmente em Trás-os-Montes e procurava não me deixar dominar pelas preocupações e inquietações do meio, mas tenho que reconhecer que em muitas circunstancias o sentimento bairrista estava presente.

ST: Acha que os transmontanos ainda são olhados com algum desdém?

AP: Presumo que actualmente está-se a esvair muito esse estigma que recaía sobre os transmontanos, hoje, um transmontano é muito reconhecido, vejo que o presidente do PSD é vila-realense, conheci-o na infância dele, convivi, inclusivamente, com ele, vi-o nascer, vi-o crescer. Hoje é normal um transmontano ser professor catedrático, ser actor, ser músico. Antigamente, isso era mais difícil, não havia acessibilidade a determinados cargos, a determinados estatutos e, quando se olhava para um transmontano, estava-se sempre à espera de ver alguém diferente, com uma grande samarra, ou com um aspecto mais campestre, serrano, hoje em dia penso que não, eu pessoalmente não tenho razão de queixa e presumo que a circunstância de ser transmontano para mim é uma mais valia.

ST: Agora passando para outra área, para o prato, come pratos transmontanos?

AP: Também aí não sou muito bairrista. Os pratos transmontanos são pratos muito fortes, muito pesados e eu não gosto de refeições pesadas, mas provo sempre. Em Sabrosa, por exemplo, fazem-se enchidos espectaculares, e eu gosto de comer, mas como sempre pouco, o mínimo possível, porque a gente sabe que se come muito, depois, a saúde também acusa....

ST: Transmontano, mas pouco, no prato....

AP: Sim, no prato, sou o essencial e também na pinga, também gosto de beber vinho, sobretudo da minha região, do Douro. Bebo, naturalmente, com moderação.

ST: Já foi jornalista, já foi professor e porque é que decidiu ser escritor?

AP: Foi acontecendo aos bocadinhos, desde muito novo tive sempre o gosto pela escrita, já no ensino primário eu gostava muito de escrever, de fazer quadras, fazer rimas, portanto, brincar com as palavras e procurar tirar efeitos estéticos do uso das palavras já me vem desde a origem. A minha avó cantava muito, cantava lengalengas e eu fixava-as, tentava reproduzi-las, às vezes, procurava reproduzi-las, acrescentando sempre alguma coisa, portanto, eu era menino para aí com 8, 9 anos e, no fundo, já estava a fazer poesia. Depois, quando fiz o curso de professor de 1º ciclo de ensino básico, lidava muito com as crianças. No mês de estágio, lembro-me que eu escrevia contos infantis para as crianças, abdicava muitas vezes dos textos dos manuais e levava-lhes sempre, às segundas feiras, as minhas histórias e eles gostavam e fui percebendo que era capaz de ter jeito para escrever literatura infantil. Mais tarde, quando senti um vazio muito grande por não desempenhar a profissão de professor primário, que foi a profissão que os meus pais me deram, senti necessidade de comunicar com as crianças através dos livros, através da literatura infantil e foi aí que eu fui descobrindo que tinha uma linguagem acessível às crianças e que conseguia deslumbrar as crianças.

ST: Acha que é reconhecido por cá? Por Trás-os-Montes?

AP: Minimamente, também não sou muito exigente. Eu sei perfeitamente que no nosso meio, os nossos companheiros normalmente não são os nossos fãs, eu não cultivo muito popularidade, deixo correr, através do que vou escrevendo e vou vendo, mas tenho de reconhecer que é fora de portas que os meus livros mais são reconhecidos, repare, eu sou transmontano e a maior parte dos meus livros faz parte do Plano Nacional de Leitura, eu nem conheço as pessoas que escolheram os meus livros, que os seleccionaram, são pessoas de Lisboa, nunca os vi, nem sei quem são e não sei se aconteceria o mesmo se as pes-soas que escolhessem os livros fossem por exemplo do meu meio.

ST: Acha que a Literatura infantil ainda é considerada um género menor ou não?

AP: Actualmente não, noutros tempos era, era porque quando se escrevia para crianças - também se escrevia pouco para crianças - mas, quando se escrevia, não se pensava muito nas crianças tal qual elas são, não se pensava muito em deslumbrar as crianças. Muitas vezes, as pessoas escreviam para se libertarem a elas próprias, para reelaborarem as suas raízes, a sua infância e faziam-no de uma forma fácil e pensavam que, fazendo de uma forma fácil, servia para as crianças. Mas hoje não, hoje tem-se a noção que escrever para as crianças não é fácil, é subir para um patamar que não está ao alcance de todos, porque comunicar com a criança é fácil, mas deslumbrar a criança não é tão fácil assim. Se o autor não a deslumbrar, ela deixa-o pelo caminho, a criança não lê livros para fazer favores a ninguém, enquanto que um adulto lê um livro porque está na moda esse autor, porque a televisão fala muito nesse autor, a criança não vai por aí, uma criança lê se o texto a deslumbra e isso não está ao alcance de qualquer autor.

ST: Para rematar gostaríamos de ouvir da sua boca uma definição de transmontanos de gema.

AP: Um transmontano de gema, presumo que seja alguém que se sente deslumbrado com as suas raízes e que procura que as suas raízes sejam a catapulta para o seu crescimento, para a sua vida social e para ajudar também os seus parceiros, os seus conterrâneos a sentirem-se felizes. Um transmontano tem que se deslumbrar com as suas raízes, mas tem também que contagiar os outros transmontanos nesse deslumbramento.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-05-07
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