edição n.º 7 vai para o index das edições de 1999
um jornal? uma revista?
editorial
rui ângelo araújo


capa desta edição
capa desta edição


Ano II da saga Eito Fora.

Após sete edições revelamos o bem que se está na margem deste pequeno e ainda inibido reino maravilhoso. (Queríamos dizer na vanguarda, mas não podemos.) Há quem busque um lugar ao sol, mas o Eito Fora dá-se bem com a sombra. Não nos ofusca. No entanto, ao folhear as páginas seguintes, o melhor será o leitor precaver-se. É que as sombras estão vivas e é preciso ter medo, muito medo!

É bom alongar as entrevistas contra a preguiça mental dum ou outro leitor. (Sim, falamos consigo!) Faz-nos bem ao ego. Gostamos de chatear. É excitante fazer uma reportagem sobre transmontanos aventureiros sabendo que ela é apenas a ponta dum iceberg que emergirá mais tarde ou mais cedo. Quer queiram quer não.

É sublime publicar textos como se fosse por engano: oops!... jornal errado. Regional? Desculpem lá, não sabíamos...

A mourama instalou-se com armas e bagagens neste arrogante pasquim. Não, não, o Eito não é só para transmontanos. Os outros coitados também têm direito a uma oportunidade. E anunciam-se mais...

No Eito Fora gostamos de sorrir. Rir. Gargalhar. Consoante o grau de pungência bacoca ou de hipocrisia do tema. Mas também sabemos ficar sérios quando as circunstâncias o exigem. Veja-se a foto-reportagem de Rui Ribeiro e João Borges.

Ainda que não acreditem (não é o seu caso, iluminado leitor), nas sombras o colorido (mesmo a preto e branco) insinua-se com mais vivacidade, sedução, arte. A arte anda promiscuamente de mão dada com o Eito Fora, porque também o anda com a vida.

A vida e a arte. Quarenta páginas desassombradas. Consuma!

 


ruiaaraujo@periferica.org

'Andarilho', símbolo do EITO FORA

transmontano sem preconceitos

vai para o topo da página