No "Eito Fora" admiram-se e respeitam-se as tradições. Desde que vistas como isso mesmo e não como modo de vida. O Dinossauro Excelentíssimo é que estimava que se vivesse de modo habitual. Mas o estado já não é novo e é preciso arrepiar caminho para não sucumbir ao peso das memórias.
A busca incessante pelo progresso das ideias e das atitudes (o progresso que faz falta) significa desejar mais e pasmar menos. Preferimos a imodéstia de tentar outros caminhos neste Trás-os-Montes tímido do que a falsa glória de trilhar as habituais vias sacras do conformismo. O conformismo é meio caminho para a estupidez, e esta não respeita as tradições. Embora viva delas.
A distância entre aquilo que desejamos para o "Eito Fora" e aquilo que somos capazes de fazer é enorme. Só por absoluta inconsciência o ignoramos. É também por inconsciência que insistimos em alargar o número de intervenientes. Uma das pedras de toque do "Eito" é mesmo a participação. Procuramos provocá-la sempre que possível. Na maior parte dos casos as cartas que nos chegam são de incentivo, mais ou menos formal, mais ou menos acalorado. Aquilo que interessa, verdadeiramente, é a intervenção. Acreditamos que o melhor que os jornais podem publicar está latente no espírito de muita gente. Faltam apenas a coragem ou a humildade decisivas. Mas não temos pressa.
As primeiras páginas desta edição do "Eito Fora" transformaram-se em "O JEITO, A Voz dos Aguiarenses". Porque há coisas de que é preciso rir. As outras, as sérias, estão mais para a frente, mas o melhor será manter o sorriso.