uma folha de papel em branco navega pelo tempo,
antes dos dedos. raízes de vozes estendem-se pelo
início da matéria — como fontes. alguém de silêncio olha
o absurdo e cala. é quase noite na árvore.
alguém olha uma folha em branco. é quase noite na
matéria — árvore. em silêncio navegam os dedos pelo
tempo, como raízes. calam-se as vozes, estende-se o
início do absurdo.
o absurdo estende-se pelo tempo. alguém cala, olhando
a árvore e as suas raízes — os dedos são o início da
matéria. fontes de vozes estendem-se pela noite e o
silêncio navega numa folha de papel em branco.
é quase noite, alguém olha a árvore e as suas raízes de
silêncio. calam-se as vozes dos dedos. é tempo, e uma
folha de matéria, em branco, navega pelo absurdo — o
início estende-se.
estende-se o tempo, a matéria-árvore cala-se. os dedos
e as suas raízes estendem-se pela noite. é quase branco
— vozes. o absurdo de alguém a olhar o início de uma
folha.
calem-se, são quase vozes. estendem-se como raízes
de absurdo pelo olhar de alguém que inicia a noite em
silêncio, enquanto a matéria de papel branco
navega pela folha... dedos... tempo...