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Número 9. Agosto/Setembro de 1999
Findo o Verão de 99, o Eito Fora entrava na sua idade adulta. Não perdia as qualidades de irrisão
que o caracterizavam, mas refinava os métodos e os objectivos (somos insuspeitos, podem acreditar). Pela primeira vez
tínhamos um estatuto editorial e o publicávamos. Podem lê-lo aqui, nesta página.
Em entrevista tínhamos o Monsenhor Ângelo Minhava (já o havíamos criticado severamente, por que
não ouvi-lo?) e tínhamos Abel Neves, escritor barrosão fixado em Lisboa.
Em Agosto vivia-se o difícil referendo sobre a independência de Timor Leste. In extremis, chegou-nos uma
reportagem exclusiva sobre esses dias na antiga colónia portuguesa. Parámos as rotativas (não liguem,
é pedantismo disfarçado de gíria jornalística) e botámos mãos à obra. Saiu
bonita e comovente a edição.
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Cartoon de Paulo Araújo
Do Estatuto Editorial
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2. O EITO FORA gosta de Trás-os-Montes. Acredita em Trás-os-Montes.
Mas não desculpará Trás-os-Montes sempre que este seja provinciano, inepto, boçal. O EITO FORA
criticará Trás-os-Montes.
3. O EITO FORA move-se melhor no âmbito cultural — que, aliás,
não distingue do quotidiano. Daí que seja esta a perspectiva com que observa a realidade que o rodeia e com que
transmitirá aos leitores a informação que elege. Terá sempre uma parte substancial do seu
conteúdo dedicada às letras e às artes.
4. Para o EITO FORA o debate interessa ao crescimento intelectual da
população que quer servir. Por isso promoverá a opinião, a crítica, a vontade de questionar,
a capacidade de fazer humor. A vontade de construir. Estará aberto a toda a colaboração que tendencialmente
preencha os critérios que definiu: identificação, pertinência, inteligência, originalidade,
irreverência, mérito. A justeza e o cumprimento dos critérios serão aferidos pelos leitores.
(...)»
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