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antologia
EITO FORA n.º 6


Reviver o passado em Vilarelho

6 Número 6. Fevereiro de 1999

Número de aniversário. Tempo de dar voz às forças vivas do concelho (o Eito ainda mantinha um frágil cordão umbilical). Carlos Ambrósio, presidente da Câmara de Vila Pouca, e Costa Pereira, deputado do PSD, ex-candidato à mesma Câmara, disseram de sua justiça. O primeiro falou da liberdade de expressão e de como o Eito o tinha maltratado (apesar das muitas e imperdoáveis asneiras que fez, continuamos a gostar dele, o que não significa votar). O segundo criticava a suposta invisibilidade da Delegação da Cultura do Norte.

Saiu, nesta edição, o artigo mais concorrido de todos os publicados no Eito Fora. O texto debruçava-se sobre o referendo à Lei de Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, mas — baptismo que lhe marcou o destino! — intitulava-se "Sexo Oral". Ainda hoje é diariamente visitado na Internet: quase 15.000 acessos, de todo o mundo, em dois anos. (Perguntamo-nos: quantos não terão ido à procura de sexo oral — para saírem com um amargo de boca?...)

Capa do EITO FORA n.º 6 O Riso

«Para se ter um bom ataque de riso, primeiro é preciso estar-se num lugar onde se exija máxima compostura — uma igreja, um concerto, um velório uma conferência são locais óptimos. Atmosfera solene, frases murmuradas, passos abafados em alcatifas, senhoras especialmente gentis, cavalheiros como já não há. Um espaço que intimide. (...) Depois é preciso estar-se pronto. Para rir. Com estas condições reunidas o riso ataca. Não é preciso muito. Qualquer pequeno nada desencadeia essa potente crise que nos sufoca de suores frios. (...) A cara da gente começa a ficar vermelha, passa a escarlate, fazemos esgares estranhos com a boca, olhos esbugalhados, tremuras no corpo. É o que se chama rebentar de riso. (...) Não há nada que o possa deter. É dramático. Começa por fungadelas de nariz, passa a roncos (...) e aí está um ente respeitável posto a nu, em toda a sua risível humanidade.»

Luísa Costa

 


'Andarilho', símbolo do EITO FORA

EITO FORA: transmontano sem preconceitos

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