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Número 5. Dezembro de 1998
Nos últimos meses de 1998 saiu a obra prima da inteligentzia transmontana — o Dicionário dos Mais
Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte. Saudámos o autor convenientemente na contracapa
da nossa edição de Dezembro. Conhecido pelo seu pé chato, o ilustre Barrosão teve direito a
caricatura. A seguir assinou o Eito... Há coisas do diabo!
Entrevistámos o maestro Rafael Gómez, da Orquestra do Norte.
Atentos às vozes da terra, soubemos, pela primeira vez, respeitar as suas aspirações. Nasceu O Jeito
— A voz dos Aguiarenses, suplemento humorístico onde disfarçávamos o desprezo que tínhamos pelas
misérias locais. Os nossos conterrâneos gostaram...
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Barroso da Fonte (caricatura de Paulo Araújo) |
O Ilustre
«Se os currículos se medissem à linha, Barroso da Fonte era sem dúvida o mais ilustre
dos transmontanos. Isto a acreditar no "Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses". Naquela obra, o
conhecido barrosão suplanta em extensão Miguel Torga e deixa a larga distância nomes como Nadir Afonso e
Guerra Junqueiro.
As obras literárias, como é sabido, costumam incluir uma nota biográfica do seu autor. O
dicionário referido atrás, obra original, não o foi neste aspecto. Houve, isso sim, uma tentativa de
esbater a imodéstia que seria ostentar o currículo do feitor logo nas primeiras páginas. O arquitecto deste
dicionário, Fonte, Barroso da Fonte, despretensiosamente camuflou as 218 linhas do seu currículo na letra F do
dicionário que deu à luz. Figura, assim, sem qualquer destaque em relação aos seus congéneres
transmontanos.
(...)»
A. Gouveia
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