Trincheira
pela fúria deixou ali cair a vida,
última coisa a cair antes da gente.
vezes sem conta previu como seriam
as imagens dos momentos derradeiros.
mãos cobertas de terra como nunca,
possantes sonhos, agora dissipados,
se entrincheiram numa última agonia.
cravaram-lhe no peito o chumbo eterno.
pela fúria deixou ali
última coisa.
vezes sem conta,
as imagens,
mãos cobertas de
possantes sonhos,
se entrincheiram numa última:
cravaram-lhe no peito o chumbo.
pela
última
vez
as
mãos
possantes
se
cravaram.
Vítor Nogueira