Se reparou na capa, este é o penúltimo número do Eito Fora. É verdade. Em Dezembro
encerramos as portas. Não fique o leitor já a babar-se de ansiedade, porque mais esclarecimentos só mesmo no
número vinte. As explicações sobre se vem aí o vácuo ou se, pelo contrário, o mundo vai
melhorar serão dadas em Dezembro.
Não vale a pena pensar que este gesto é só um toque de marketing para aumentar a tiragem do
nosso número vinte. É bem verdade que os transmontanos, se souberem, correrão como loucos às bancas
para comprarem o último número do Eito Fora, mas não é marketing. É mesmo a sério.
Em Dezembro sai o último número do Eito Fora, o número vinte. O melhor é o leitor que colecciona
(e, já agora, o que lê, também) fazer já a sua reserva. A coisa vai esgotar. O último
número é a felicidade de muitas famílias — coisa imperdível, portanto.
Último número!... Já viram que bem soa? Último, fim, the end,
finito, schloss!... Acabou, terminou, não há mais! Nem sequer é como as bombokas: «só
há estas, são para mim!...». Não, não há mesmo mais. Nem sequer para mim, que sou o "presidente
da junta"!...
Pronto, vamos adiantar alguma coisa (limpe a baba): o mundo ficará realmente melhor a partir de Dezembro.
Não é grande esclarecimento? Puxe o leitor pela cabeça! Para que a quer?!... Olhe à sua volta e veja o
que faz as pessoas felizes. Ou olhe dentro de si e veja o que o faz feliz.
Tudo tem um fim. Por que é que o Eito Fora haveria de ser diferente? Só porque realmente o tem sido?...
Outra coisa podemos avançar: o último número do Eito Fora (sim leu bem, o último)
é, entre outras coisas boas, um número antológico. Nenhum leitor (eu disse leitor) o pode perder. Todos
os outros podiam bem perdê-lo (de resto, não têm feito outra coisa), mas o fim não se nega a
ninguém. E o número vinte é o fim da macacada.
Não, não estamos a arrumar os papéis por causa da III Guerra Mundial. Isso não era
razão suficiente. Até porque, vê-se nos filmes, depois da guerra há sempre The Day After. E
depois como era? Recomeçávamos? Esperávamos que a poeira assentasse e começávamos uma segunda
série do Eito? E o leitor é tão incauto que acredite que teríamos paciência para esperar o fim
da guerra para começar uma segunda série? Não, em Dezembro sai o último número do Eito
Fora, o número vinte!
A conversa vai boa, mas por agora temos que a terminar. Precisamos de descansar. Até depois.
ruiaaraujo@periferica.org
P.S. Eh!, calma lá! Este post scriptum é só para recomendar aos muitos bons
leitores a actual edição, que é só a penúltima. Vejam bem o índice aqui do lado e vejam
se não temos aí matéria capaz de fazer vibrar os cérebros mais murchos. Já se disse: o Eito
Fora é melhor que Viagra (não dispensa a consulta do prospecto)!