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edição n.º 13 torre dos coléricos monsenhor agapito laranjeira  

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Colaboradores neste número: Agapito Laranjeira, Anabela Ribeiro, Clara Monteiro, Eugénio Branco, Fernando Gouveia, João Brito, João Estrócio, José Carlos Barros, José F. de Resendes Carreiro, Luís C. Teixeira, Luísa Costa, Manuel Guimarães, Maria Filomena, Paula Pestana, Paula Vieira, Rui Duarte, Rui Ribeiro, Vítor Lamas, Vítor Nogueira.

Capa do livro
Capa do livro

Sagrada Escritura


Inicia-se nesta edição do Eito Fora uma nova rubrica, parte integrante d’O Bastião da Verdade (verdadeira designação d’A Torre dos Coléricos): Pios Livros. Pretende-se, através de assisadas sugestões de leitura, contribuir para uma sólida formação moral do leitor, e mantê-lo longe das tentações laicizantes que corroem a Nossa Europa por dentro.


Salazar e a Santa Igreja (Nova Arrancada, Lisboa, 1999; 2ª edição: 2000)

Divina coincidência! Quando, no sossego de meu retiro espiritual, ultimava minha epístola sobre os males do Estado “laico”,1 mão amiga fez-me chegar o mais recente livro saído da pena inspirada (no sentido veramente teológico) de Herlânder Duarte. É uma obra prima em que o Autor, «com seu saber de mestre universitário»,2 revela a verdadeira dimensão do maior estadista português desde D. Afonso Henriques: um «homem providencial, suscitado por Deus na hora-limite da nossa desgraça como povo»3 e que sempre pautou «sua conduta pessoal de homem público e [...] seu pensamento político pelos ensinamentos intemporais do Cristianismo de cujos dogmas e preceitos é a Igreja única depositária»,4 lutando contra o «furor jacobino da chamada “Lei da separação”»5 do Estado e da Igreja.

Cai no erro reducionista quem pense ser este livro mais uma biografia inconsequente de uma personalidade ímpar: Salazar e a Santa Igreja é, pelo contrário, um testemunho único da Sociedade portuguesa do último século, com todas as suas pravidades (o anticlericalismo primo-republicano sendo o maior deles, por incentivar os restantes) e todas as suas bonanças (começando com o resgatador Movimento de 28 de Maio de 1926, que possibilitaria a «nova cruzada de reconquista cristã de Portugal» a que exortava S. Eminência o Cardeal Cerejeira em 19336).

E que melhor começo para uma obra dedicada à reposição da verdade do que a advertência em epígrafe, que não resisto a reproduzir aqui na íntegra: «O autor pede que tudo o que aqui ficar escrito em desconformidade com o ensino da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, seja considerado não escrito e que os erros e indignidades que aqui forem deixados sejam tomados como manifestação da sua ignorância e inadvertência e não de malícia ou insídia.»7 Oh! Ditoso autor que submissamente se entrega à benevolente autoridade eclesiástica! Houvera mais como o húmile Professor Herlânder Duarte, e não viveríamos nós acuados por este «sistema socialo-maçónico que anda a corroer as entranhas da Europa e da Civilização Cristã»!8

E se a “advertência” se faz em tom de prece, já o primeiro capítulo abre com pujança não indigna de um Isaías: «Quando a moral se degrada, a exaltação do destino transcendente do homem se abate, a vigilância da religiosidade se descuida, a Fé esmorece; então, irrompem, obstinadamente, as ofensas à Doutrina, envaidecem-se o ensino e a prática dos erros contra a Fé e os fundamentos da Igreja»9 — é o «mundo materializado e paganizante, em que toda a carne corrompeu os seus caminhos» a que aludia Sua Santidade o Papa Pio XII, por altura da consagração da humanidade ao Coração Imaculado de Maria.10

Que esperam os responsáveis do Ministério da Educação (outrora Nacional) para colocar este livro brilhante nos programas oficiais, como obra de leitura integral? Que espera a Academia Sueca (que tão afoitamente distinguiu outros que tais) para olhar com a devida atenção este Autor? Por mim, em Herlânder Duarte ajusta-se, lindamente, o Nobel da mais franca admiração!


monsenhoragapito@priest.com


Post scriptum: Muito mais haveria a dizer sobre este «notável livro»11 tão prenhe de verdades fundamentais, tão edificantemente formativo e informativo — mas o nosso espaço é minguado.


Notas:
1 Cf. Eito Fora n.º 11, de Janeiro/Fevereiro de 2000.
2 No dizer inconcusso de Antero da Silva Resende (p. 12), que assina um Prefácio outrossim magistral. (Os sublinhados serão sempre nossos.)
3 A. da Silva Resende, Prefácio a Salazar e a Santa Igreja, p. 12.
4 Idem, p. 11.
5 H. Duarte, Salazar e a Santa Igreja, p. 28 (capítulo “A Igreja acometida: Ressurgimento”).
6 Citado por H. Duarte, op. cit., p. 37 (capítulo “Portugal recuperado: A Acção Católica”).
7 H. Duarte, op. cit., p. 15.
8 A. da Silva Resende, op. cit., p. 9 (Prefácio).
9 H. Duarte, op. cit., p. 17 (capítulo “A Igreja acometida”).
10 Citado por H. Duarte, op. cit., p. 46 (capítulo “Portugal recuperado: O Santo Padre connosco”).
11 A. da Silva Resende, op. cit., p. 10 (Prefácio).

 
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'Andarilho', símbolo do EITO FORA

Leia este texto também n’ O Bastião da Verdade, o site oficial de Agapito Laranjeira.

 

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