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Colaboradores neste número:
Agapito Laranjeira, Anabela Ribeiro, Clara Monteiro, Eugénio Branco, Fernando Gouveia,
João Brito, João Estrócio, José Carlos Barros, José F. de Resendes Carreiro,
Luís C. Teixeira, Luísa Costa, Manuel Guimarães, Maria Filomena, Paula Pestana, Paula Vieira,
Rui Duarte, Rui Ribeiro, Vítor Lamas, Vítor Nogueira.
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ilustração de João Estrócio
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Matrimónio
O Património é... etimologicamente, em versão um pouco livre, a criatura do pai
(do céu ou da terra), assim como o demónio é a criatura de Deus (de + mónio). Se assim
é, então a maternidade é a criatura da mãe.
Cá por mim, então, prefiro o matrimónio ao património. Porque a
função da mãe, por definição e excelência, é a maternidade, ou seja, o
matrimónio somos nós, as pessoas, a gente.
Viva o matrimónio!
Bem precisamos de dar vivas ao matrimónio. Para chamar a atenção. Porque, para o
património da humanidade, há a UNESCO; e para o património humano, filho do matrimónio, o
que há? A NATO?!
Não, talvez não. Talvez isto seja duro demais. Talvez haja outro recurso — a engenharia
genética, p. e., que trata do património genético, filho primogénito do matrimónio.
Mas, oh! desilusão!, até aqui o matrimónio fica a perder: o património, porque se respeita,
preserva-se; o matrimónio, porque não presta, clona-se!
Não brinquem connosco! Não invertam os valores!
VIVA O MATRIMÓNIO! VIVA A GENTE! |
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