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| um jornal? uma revista? | ||||
| edição n.º 11 | torre dos coléricos | monsenhor agapito laranjeira | ||
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torre dos coléricos
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Males do Estado “laico”1
Muito tem sido dito sobre os benefícios de um
Estado laico, da separação entre o Estado e a Santa Igreja. Mas, se
é indiscutível que o homem laico «é um monstro cujo desenvolvimento
estagnou num estádio inferior»2, quão
superior à animalesca anarquia poderá ser uma tal (perdoem-nos o uso
lato da palavra...) “civilização” laica?
Esses supostos benefícios mais não são do que
uma mistificação de forças jacobinas que orquestram na sombra,
obnubilando a memória histórica da Pátria3.
Pois não só a união entre os poderes temporal e espiritual não
é prejudicial, como — deveras — é desejável; adicionalmente,
essa relação simbiótica é mesmo natural, por três
ordens de razão que passamos a expor.
Em primeiro lugar, e conforme nos lembra o Apóstolo S. Paulo
(Romanos 13:1), «Não há autoridade que não venha de Deus.
As autoridades que existem foram estabelecidas por Deus.» Será lícito,
então, o governo dos Homens não prestar contas a quem está
hierarquicamente acima dele, aos representantes d’Aquele de cuja autoridade é fiel
depositário?! A resposta é clara e devemos gritá-la bem alto:
NÃO!
Por outro lado, se o Homem é corpo físico, é antes de
mais espírito insuflado no barro virgem do Éden primevo. É a
alma que faz de um ser biológico um homem — homem sem alma é bicho.
Pela mesma ordem de ideias, governo sem consciência moral não é
governo: é uma aberração que ofende ao Criador.
Finalmente, abundam os exemplos que ilustram a conveniência
de uma relação profunda entre o Estado e a Santa Igreja. Sendo o nosso
espaço limitado, ficar-nos-emos por um único, retirado de uma (aparentemente)
singela publicação4, que felizmente vai chegando
aos lares portugueses. Data venia, passamos a reproduzir, com ligeiras elipses, este
verdadeiro material nobelizável.
Qui habet aures audiendi, audiat!
Ora, toda a pessoa honesta sabe (está profusamente documentado) e tem de admitir que, se não entrámos na II Guerra Mundial, tal se deveu aos hercúleos esforços do Il.mo Sr. Presidente do Conselho, Prof. Doutor António de Oliveira Salaczar (sit tibi terra levis). Tivesse havido a necessária (indispensável!) sinergia entre o Governo da Nação e a Santa Madre Igreja (que alguns detractores alegam ter existido em demasia) e, com as preces do Santo Padre Cruz redireccionadas para onde o poder temporal não chega, Portugal ter-se-ia igualmente livrado da fome e da penúria... Ergo gluc. Notas:
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Leia este texto também n’ O Bastião da Verdade, o site oficial de Agapito Laranjeira. |
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transmontano sem preconceitos |
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