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edição n.º 11 torre dos coléricos monsenhor agapito laranjeira  

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poesia 1

poesia 2

apartado 51

caricatura


Colaboradores neste número: Agapito Laranjeira, Albertino Sousa, Anabela Ribeiro, Carlos “Cazé” Dias, Duarte Carvalho, Elza Garcia, Fernando Gouveia, Gil Silva (Giló), Jorge Rodrigues, José Ferreira Borges, Luís C. Teixeira, Luís D'Almada, Luísa Costa, Manuel Guimarães, Maria dos Remédios, Paulo Mourão, Pedro Martins Colaço, Rui Duarte, Troglodýtes Trogloditikós, Vítor Lamas.

infame composição sobre fotografia de Duarte Carvalho
infame composição sobre
fotografia de Duarte Carvalho

Males do Estado “laico”1


Muito tem sido dito sobre os benefícios de um Estado laico, da separação entre o Estado e a Santa Igreja. Mas, se é indiscutível que o homem laico «é um monstro cujo desenvolvimento estagnou num estádio inferior»2, quão superior à animalesca anarquia poderá ser uma tal (perdoem-nos o uso lato da palavra...) “civilização” laica?

Esses supostos benefícios mais não são do que uma mistificação de forças jacobinas que orquestram na sombra, obnubilando a memória histórica da Pátria3. Pois não só a união entre os poderes temporal e espiritual não é prejudicial, como — deveras — é desejável; adicionalmente, essa relação simbiótica é mesmo natural, por três ordens de razão que passamos a expor.

Em primeiro lugar, e conforme nos lembra o Apóstolo S. Paulo (Romanos 13:1), «Não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que existem foram estabelecidas por Deus.» Será lícito, então, o governo dos Homens não prestar contas a quem está hierarquicamente acima dele, aos representantes d’Aquele de cuja autoridade é fiel depositário?! A resposta é clara e devemos gritá-la bem alto: NÃO!

Por outro lado, se o Homem é corpo físico, é antes de mais espírito insuflado no barro virgem do Éden primevo. É a alma que faz de um ser biológico um homem — homem sem alma é bicho. Pela mesma ordem de ideias, governo sem consciência moral não é governo: é uma aberração que ofende ao Criador.

Finalmente, abundam os exemplos que ilustram a conveniência de uma relação profunda entre o Estado e a Santa Igreja. Sendo o nosso espaço limitado, ficar-nos-emos por um único, retirado de uma (aparentemente) singela publicação4, que felizmente vai chegando aos lares portugueses. Data venia, passamos a reproduzir, com ligeiras elipses, este verdadeiro material nobelizável.

Qui habet aures audiendi, audiat!


PORTUGAL POUPADO À GUERRA

[...] Era 13 de Maio de 1940. O Padre Cruz rezava na Capelinha das Aparições [...]. [...] uma senhora [...] aproxima-se dele e diz:

— Peça, Senhor Padre Cruz, peça a Nossa Senhora que a guerra não venha para Portugal.

O santo velhinho fita os olhos na Senhora da Capelinha, e depois volta-se para a senhora: — Não, minha filha, a guerra não virá a Portugal, mas nós teremos que sofrer muito.

Assim aconteceu: Portugal escapou à guerra de 1939–1945, mas teve de sofrer as suas consequências: falta de alimentos e combustíveis, etc...

Ora, toda a pessoa honesta sabe (está profusamente documentado) e tem de admitir que, se não entrámos na II Guerra Mundial, tal se deveu aos hercúleos esforços do Il.mo Sr. Presidente do Conselho, Prof. Doutor António de Oliveira Salaczar (sit tibi terra levis). Tivesse havido a necessária (indispensável!) sinergia entre o Governo da Nação e a Santa Madre Igreja (que alguns detractores alegam ter existido em demasia) e, com as preces do Santo Padre Cruz redireccionadas para onde o poder temporal não chega, Portugal ter-se-ia igualmente livrado da fome e da penúria...

Ergo gluc.


monsenhoragapito@priest.com


Post scriptum: Tenho agora a confirmação de que o Eito Fora não dá punctus enodis. Não bastasse já a oprobriosa sonegação de meu título eclesiástico, vilmente foi meu nome obliterado do rol de colaboradores constante da ficha técnica do número anterior.
Mas nem só os responsáveis pelo pasquim me dão perpétuos desgostos: apesar da proibição bem patente na capa, chegaram-me informações fidedignas de que transmontanos anónimos foram vistos a adquirir — e, supõe-se, até a ler! — esta execrável publicação. Oh! Tão baixo desceu o nosso Portugal!


Notas:
1 Este sim, é veramente o bâgue do Milénio!
2 Cf. «O tempora! o mores!» em Eito Fora n.º 7, de Abril/Maio de 1999.
3 Oportunamente voltarei a este assunto.
4 Oração e Vida, Apostolado da Oração, Fevereiro de 1999.

 
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'Andarilho', símbolo do EITO FORA

Leia este texto também n’ O Bastião da Verdade, o site oficial de Agapito Laranjeira.

 

transmontano sem preconceitos