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Colaboradores neste número:
Agapito Laranjeira, Albertino Sousa, A. Gouveia, A. Ktsoyan, Anabela Pinto,
Anabela Ribeiro, António Capim, Eliane, Elza Garcia, Eugénio Branco, Fernando
Gouveia, José Ferreira Borges, Luísa Albino, Luísa Costa, Luísa
Santos, Luís C. Teixeira, Manuel Chaves, Manuel Guimarães, Maria dos Remédios,
Paulo Leitão, Rui Duarte, Troglodýtes Troglodýtikós, Vítor
Lamas.
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Fernando Gouveia segundo Paulo Araújo
«... as checas, é o que se viu: pequenas, mal dão
para um homem se lhes pôr em cima... um desconsolo!»
(atribulações de cinco portugueses em terras de checos.)
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O tamanho importa
ou “estes checos são loucos...”
Realmente, o tamanho importa...
Fui recentemente à República Checa (Praga e Brno), com mais
quatro colegas, e voltámos de lá meio traumatizados (psíquica e
fisicamente) — e esta ancestral convicção ficou-nos mais do que nunca confirmada.
Digam o que disserem, o tamanho importa.
Quer dizer, lá estávamos nós cinco, na República
Checa, e nem podíamos pô-las direitas! Se o fazíamos, era
mais que certo: ficávamos com eles à mostra, o que é sempre
desagradável...
Depois, as checas, é o que se viu: pequenas, mal dão
para um homem se lhes pôr em cima... um desconsolo!
Bem diz uma amiga minha que o verdadeiro choque cultural se dá
na cama — chamem-lhe cultural, mas o certo é que as checas
partiram-nos todos!
...
Isto é, as camas checas são infradimensionadas, mal dando para
um tipo com 1.80 m de altura (o que não é o meu caso, mas de um dos meus colegas)
se pôr em cima delas.
Depois, têm apenas um lençol (o de baixo), e por cima colocam,
solto, nada mais do que um edredon de tamanho ridículo: se a cama tem 90 cm de largura,
o edredon não é mais largo, e de comprimento fica-se pelo 1.60 m... (Noutras
latitudes chamar-lhe-íamos naperon...)
Neste cenário, que fazer? Se esticamos as pernas, ficamos com os
pés de fora; se nos encolhemos todos, entra ar pelos lados e acordamos com as costas
num estado miserável — as camas checas partem-nos todos! (Gostava de saber como
é que os checos aguentam isto, pois regra geral são mais altos do que os
portugueses...)
Sobre as nossas camas - com lençóis por cima e por baixo,
cobertores ou edredons suficientemente grandes para sobrar algo para os lados e para o fundo,
e que à noite se "abrem" e onde nos "metemos" — dizem os checos
que são como envelopes...
... Talvez — mas quem tem edredons do tamanho de selos são eles...
fgouveia@periferica.org
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