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Colaboradores neste número: Agapito Laranjeira, Albertino Sousa, A. Gouveia, A. Ktsoyan, Anabela Pinto, Anabela Ribeiro, António Capim, Eliane, Elza Garcia, Eugénio Branco, Fernando Gouveia, José Ferreira Borges, Luísa Albino, Luísa Costa, Luísa Santos, Luís C. Teixeira, Manuel Chaves. Manuel Guimarães, Maria dos Remédios, Paulo Leitão, Rui Duarte, Troglodýtes Troglodýtikós, Vítor Lamas.

capa da edição n.º 10: fotomontagem de Rui Ângelo Araújo sobre fotografia de Duarte Carvalho in '(Con)Sequências em Vermelho'
capa da edição n.º 10
(outubro/novembro 1999)
[fotomontagem de Rui Ângelo Araújo sobre fotografia de Duarte Carvalho in «(Con)Sequências em Vermelho»]



É absolutamente interdita a aquisição desta publicação imoral (Visado pelo Monsenhor Agapito Laranjeira)
É absolutamente interdita a aquisição desta publicação imoral (Visado pelo Monsenhor Agapito Laranjeira)

Por amor de Deus, não leia!


Muitos vêem as publicações regionais como meras montras das vaidades locais ou bandeiras de bairrismos bacocos. Algumas são-no.

Aqui tentamos contrapor ao trivial, as artes; ao efémero, a marca indelével da poesia (esquecendo de propósito a “versalhada”); à boçalidade do quotidiano, a “anacronismo” da literatura; à tecnocracia iletrada e anquilosada dos poderes, o sorriso do desdém; ao pântano da politiquice, a gargalhada sã do desprezo: ao pensamento único da pimbalhice, a “imoralidade” do pensamento aberto e exigente. Não tentamos pouco, convenhamos.

Alguns dirão que tentamos fazer cultura. Para intelectuais — pasme-se! São alcunhas que usualmente aplicam para as coisas distantes e antipáticas às massas. A cultura quando não é popularucha é impopular. Assumamo-lo (Assumimo-lo.) Este país é o testemunho disso. Mas mais importante que os rótulos vazios de conteúdo que dominam o vocabulário politicamente correcto são os conteúdos que fazem o EITO FORA.

Neste número, porque há coisas que, de tão reles, dão vontade de rir, temos “imoralidades” impróprias para pessoas decentes e sensíveis. A ignorar. Fazemos também, pela primeira vez, um mea culpa público. Temos pecado perante o Leitor, é verdade. Como remissão, convidamo-lO a desancar o EITO FORA, e fornecemos-Lhe o material.

Não somos como a Caras, não vamos a casa das pessoas. Mas interessa-nos o que fazem quando é bem feito. Entrevista e perfil de gente interessante. Transmontanos.

«A emergência da História elege apenas os grandes. Guerreiros, Reis, Navegadores e Presidentes. (...) Por seu turno o Património escolhe outra via.» Luís Teixeira escreve “In Memoriam” de Artur Moreira, colocando-o, justamente, na história de Vila Pouca, enquanto promotor da modernidade. (Não, não se fala de betão.)

A literatura está fora de moda — não resiste à globalização das coisas fúteis. É anacrónica. Aqui é esboçada em (ana)crónicas.

E depois há tudo o resto (que não é pouco), para contrariar as estatísticas.

Aquilo que humildemente lhe pedimos, Leitor, é que leia. Depois pode deitar fora.


ruiaaraujo@periferica.org


P.S. Ao INATEL queremos agradecer por estar atento. Coisa rara nos dias que correm.

 
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'Andarilho', símbolo do EITO FORA

 

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